Em uma de suas publicações recentes, Roca apresentou uma versão de arroz de montanha / Freepik
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O arroz, presente na mesa dos brasileiros e em cozinhas de todo o mundo, costuma ser associado à simplicidade. Versátil e neutro, ele se adapta a diferentes receitas e tradições gastronômicas. Ainda assim, pequenos ajustes no preparo podem alterar radicalmente o resultado final, elevando um prato cotidiano a outro nível de sabor.
Essa é a proposta apresentada por Jordi Roca, chef espanhol conhecido por sua atuação em um dos restaurantes mais premiados do mundo.
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Apesar da reputação ligada à alta gastronomia, o cozinheiro tem apostado em receitas acessíveis, com foco em técnicas caseiras, improvisação e atenção aos detalhes que fazem diferença no prato.
Em uma de suas publicações recentes, Roca apresentou uma versão de arroz de montanha, receita encorpada que combina carne suína, embutidos e caldo aromático.
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O preparo parte de uma base clássica: alho e cebola refogados lentamente, carnes bem douradas e a incorporação cuidadosa do tomate concentrado.
Um ponto central da técnica está na valorização do fundo da panela. Ao permitir que os ingredientes criem uma camada levemente aderida, o preparo ganha profundidade. Esse sabor concentrado é recuperado com a adição de uma pequena quantidade de vermute ou conhaque, que solta os resíduos caramelizados e os reincorpora ao prato.
Para o arroz, a escolha recai sobre o tipo Carnaroli, conhecido pela resistência ao cozimento e pela capacidade de absorver líquidos sem perder a textura.
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O grão entra em fervura intensa nos primeiros minutos e, depois, segue em fogo mais controlado, garantindo um cozimento uniforme.
O diferencial da receita aparece apenas no fim. Faltando poucos minutos para desligar o fogo, entram em cena duas ervas frescas: tomilho e alecrim. A adição tardia evita que os aromas se percam com o calor excessivo e garante que o perfume das ervas permaneça presente no prato.
Essa combinação simples cria um contraste marcante com a intensidade das carnes e do caldo, trazendo frescor e identidade ao arroz.
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Após esse passo, o preparo ainda pede um breve descanso, com a panela tampada, para que os sabores se acomodem e o ponto do grão seja ajustado conforme a preferência.
O método reforça a ideia de que não é preciso recorrer a ingredientes complexos para alcançar um prato expressivo.
A escolha do momento certo para inserir as ervas e o cuidado com etapas básicas, como o refogado e a deglaçagem, são suficientes para transformar o arroz em um prato mais aromático e equilibrado.
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Ao final, o arroz de montanha ganha caráter, aroma intenso e um sabor que foge do comum, mantendo a proposta de uma receita possível de ser reproduzida em casa, sem rigidez técnica, mas com atenção aos detalhes que realmente importam na cozinha.