O zumbido constante que você escuta pode não ter nada a ver com o ouvido, e sim com um perigo maior

Muitas vezes confundido com o início de surdez, o incômodo barulho de chiado ou pulsação nas horas de silêncio pode ser o reflexo de crises hipertensivas e alterações vasculares perigosas

Especialistas alertam que o som ritmado com o coração ou o apito constante ao deitar exige investigação rápida para monitorar o sistema circulatório e proteger o organismo

Especialistas alertam que o som ritmado com o coração ou o apito constante ao deitar exige investigação rápida para monitorar o sistema circulatório e proteger o organismo/Imagem feita por IA

O zumbido no ouvido é uma queixa comum e, contrariando o que muitos imaginam, nem sempre aponta, de forma isolada, para um problema de audição. Em muitos casos, o sintoma aparece após contato frequente com sons intensos, uso de fones em volume alto ou mudanças na pressão arterial.

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Como envolve ouvido interno, circulação e percepção sonora, esse sinal precisa ser interpretado dentro do contexto clínico, e não como um diagnóstico fechado por si só.

O que o zumbido constante pode indicar?

O som pode ser percebido de diferentes formas como chiado, apito, pressão ou campainha, em um ou nos dois ouvidos. Quando o incômodo se torna frequente, portanto, vale observar se ele piora após exposição a ruído, em momentos de estresse, ao deitar ou junto de outros sintomas como tontura, sensação de ouvido tampado e perda auditiva.

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O zumbido, além disso, pode surgir sem lesão aparente no exame inicial. Isso acontece porque a percepção sonora depende de vias nervosas, da circulação local e da forma como o cérebro processa o estímulo.

Por isso, tratar o sintoma apenas como falha de audição pode atrasar a investigação de outras causas, e comprometer, assim, a eficácia do tratamento.

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O que a pesquisa mostra sobre ruído e pressão arterial?

Um estudo publicado em 2023 reuniu pesquisas sobre fatores de risco para zumbido e encontrou associação positiva para fatores auditivos, especialmente a exposição ocupacional a ruído e a perda auditiva. Na mesma análise, porém, a hipertensão não mostrou associação consistente no conjunto de estudos, o que sugere uma relação mais variável do que muitas pessoas imaginam.

Isso não significa, no entanto, que a pressão arterial deva ser ignorada. Outra investigação, de 2022, apontou maior chance de hipertensão em adultos jovens com zumbido, indicando que o componente vascular pode ter peso em subgrupos específicos. Na prática, portanto, o quadro pede avaliação individual, sem assumir uma causa única para todos os pacientes.

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Quando a exposição a ruído merece mais atenção?

A exposição a ruído repetido, segundo especialistas, pode irritar estruturas delicadas do ouvido interno, mesmo antes de uma queda clara na audição aparecer nos testes. Isso vale para trabalho com máquinas, trânsito intenso, shows, ferramentas elétricas e fones usados por longos períodos.

Alguns sinais reforçam a necessidade de reduzir o contato com sons altos:

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  • Zumbido que começa após ambientes barulhentos
  • Dificuldade para entender fala em locais com som de fundo
  • Sensação de abafamento depois do expediente
  • Necessidade de aumentar o volume com frequência
  • Incomodo com sons que antes pareciam normais

A pressão arterial pode causar esse sintoma?

A pressão arterial, de fato, pode participar do quadro em algumas situações, principalmente quando há oscilação importante, uso irregular de medicamentos ou doenças vasculares associadas. O zumbido, nesses casos, pode ficar mais perceptível em crises hipertensivas, palpitações ou sensação pulsátil, quando o som parece acompanhar o ritmo do coração.

Se o sintoma vier acompanhado de dor de cabeça intensa, falta de ar, dor no peito, alteração visual ou tontura forte, a avaliação precisa ser rápida e urgente. Em quadros mais leves, porém, também ajuda conhecer as causas comuns do zumbido, porque o desconforto pode ter mais de um gatilho ao mesmo tempo.

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Quais sinais indicam avaliação médica?

Nem todo zumbido no ouvido representa urgência, mas alguns cenários pedem investigação com otorrinolaringologista ou clínico geral. O objetivo, nesses casos, é verificar audição, ouvido médio, circulação, medicamentos em uso e possíveis doenças associadas.

Procure atendimento se houver:

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  • Perda auditiva súbita
  • Zumbido em apenas um ouvido por vários dias
  • Tontura, desequilíbrio ou náusea recorrente
  • Som pulsátil, ritmado com o coração
  • Histórico de trauma, infecção ou pressão muito alta

Como reduzir o impacto do zumbido no dia a dia?

Controlar o ambiente sonoro, revisar fatores vasculares e proteger o ouvido, segundo especialistas, costuma trazer mais resultado do que tentar “abafar” o sintoma sem critério. Em quem tem gatilho por ruído, o protetor auricular adequado no trabalho e pausas auditivas ao longo do dia fazem diferença mensurável na irritação sonora.

Quando o zumbido no ouvido aparece junto de alterações de audição, pressão arterial desregulada ou contato frequente com sons intensos, a investigação fica mais precisa e evita suposições. O manejo, portanto, depende de história clínica, exame físico e, quando indicado, testes auditivos e monitoramento da circulação.