O que realmente muda no comportamento de cães e gatos após a castração; descubra

A cirurgia veterinária diminui a ocorrência de fugas perigosas e a demarcação de território mas o equilíbrio emocional do animal exige uma rotina constante de estímulos

A cirurgia de castração atua como uma aliada fundamental para o bem-estar dos pets / Pexels/Gabrielli Pereira

A castração de animais de estimação figura entre os assuntos mais debatidos pelos tutores em todo o país. O procedimento cirúrgico atinge mais da metade da população pet brasileira, visto que cinquenta e dois por cento dos bichos cadastrados no Sistema do Cadastro Nacional de Animais Domésticos já passaram por essa intervenção médica.

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Apesar dessa enorme popularidade, o tema ainda gera muitas dúvidas diárias, principalmente sobre as alterações nas atitudes dos cães e dos gatos. 

O especialista em comportamento animal André Cavalieri explica que a cirurgia atua como uma aliada fundamental para o bem-estar das espécies, mas não funciona como uma solução mágica para todas as dificuldades de convivência na casa.

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O impacto direto nos hormônios e na reatividade

A redução da ação hormonal reflete diretamente nas atitudes impulsivas ligadas à reprodução. Por isso, os donos costumam observar uma queda expressiva nas fugas perigosas em busca de parceiros. 

Do mesmo modo, a diminuição da testosterona afeta positivamente a rotina dos machos, reduzindo bastante as antigas disputas territoriais e o hábito incômodo de marcar os móveis com urina.

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Consequentemente, muitos animais se tornam bem menos reativos em situações específicas de competitividade. 

Essa queda na intensidade hormonal ajuda imensamente a promover uma convivência muito mais pacífica entre os moradores da residência e os outros animais vizinhos.

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A preservação da personalidade e a importância da rotina

Entretanto, o profissional da área de cuidado animal esclarece que a personalidade original do bicho permanece exatamente a mesma. O animal mantém a sua essência primária, o seu nível de energia e as suas características individuais intactas após a recuperação. 

Além disso, as atitudes originadas por questões puramente emocionais, como o medo, a insegurança ou a falta de socialização prévia, não desaparecem automaticamente com a operação.

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Portanto, um gato ou um cachorro que vive sob alto estresse continuará apresentando fortes traços de ansiedade e comportamentos destrutivos. Para evitar esses problemas, os tutores precisam oferecer um bom enriquecimento ambiental diário e um manejo adequado. 

Assim, a oferta constante de estímulos mentais e físicos aliada aos cuidados com a saúde forma o conjunto perfeito para garantir a qualidade de vida do bicho de estimação.