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O código de 40 mil anos: Pesquisador afirma ter descoberto sinais de uma civilização perdida

Padrões geométricos encontrados da Turquia à América do Sul indicariam uma sociedade global avançada que tentou alertar sobre catástrofes cósmicas

Nathalia Alves

Publicado em 09/02/2026 às 14:02

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Matthew LaCroix defende a existência de um projeto arquitetônico universal anterior à Era do Gelo / Reprodução/Matthew LaCroix

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De tempos em tempos, a arqueologia acadêmica é confrontada por hipóteses e novos "achados" que visam comprovar a existência de uma civilização muito anterior às sociedades conhecidas.

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Desta vez, um famoso pesquisador independente afirma ter encontrado as tais "evidências revolucionárias" de uma civilização perdida. De acordo com ele, o que foi encontrado são vestígios de uma sociedade que teria espalhado um código simbólico global, baseado em geometria, iconografia e arquitetura, para preservar o conhecimento antes de eventos catastróficos.

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Registros e ensinamentos

O pesquisador é Matthew LaCroix que, em entrevista ao Daily Mail, contou que sua investida foi impulsionada por uma descoberta recente no Egito. Ele conecta símbolos encontrados em diferentes continentes, com possíveis datações entre 38 mil e 40 mil anos atrás.

Segundo ele, o registro acompanhava os ciclos cósmicos, antecipava desastres globais e registrava ensinamentos sobre as origens humanas, a estrutura do universo e a existência divina em monumentos e sítios sagrados.

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LaCroix afirma ter identificado padrões recorrentes, formas gigantes em T, reentrâncias de três níveis e pirâmides escalonadas, esculpidos em pedras antigas ao redor do mundo. Para ele, a repetição desses motivos em culturas geograficamente distantes indicaria uma origem comum, e não um desenvolvimento independente.

"Esses símbolos específicos, construídos em diferentes proporções e encontrados em pedras antigas ao redor do mundo, não deveriam existir; nenhuma cultura deveria ter qualquer tipo de compartilhamento entre plataformas", afirmou.

Vestígios de um código global? Pesquisador independente aponta padrões geométricos idênticos em monumentos de diferentes continentes, sugerindo uma conexão milenar ainda desconhecida pela ciência/Matthew LaCroix
Vestígios de um código global? Pesquisador independente aponta padrões geométricos idênticos em monumentos de diferentes continentes, sugerindo uma conexão milenar ainda desconhecida pela ciência/Matthew LaCroix
Teoria divide opiniões: Enquanto Matthew LaCroix defende a existência de uma civilização de 40 mil anos, arqueólogos acadêmicos afirmam que os sítios analisados são muito mais recentes/Matthew LaCroix
Teoria divide opiniões: Enquanto Matthew LaCroix defende a existência de uma civilização de 40 mil anos, arqueólogos acadêmicos afirmam que os sítios analisados são muito mais recentes/Matthew LaCroix
De Gizé a Tiwanaku: O estudo liga símbolos encontrados na Turquia a estruturas no Egito e na América do Sul, defendendo que todos fariam parte de um "projeto original" para preservar o conhecimento humano/Matthew LaCroix
De Gizé a Tiwanaku: O estudo liga símbolos encontrados na Turquia a estruturas no Egito e na América do Sul, defendendo que todos fariam parte de um "projeto original" para preservar o conhecimento humano/Matthew LaCroix
A figura do "Guardião": Esculturas em basalto apresentam padrões recorrentes, como formas em T e pirâmides escalonadas, que seriam a base de uma linguagem simbólica usada para antecipar desastres cósmicos/Matthew LaCroix
A figura do "Guardião": Esculturas em basalto apresentam padrões recorrentes, como formas em T e pirâmides escalonadas, que seriam a base de uma linguagem simbólica usada para antecipar desastres cósmicos/Matthew LaCroix
Falta de evidências: Especialistas contestam a validade da tese devido à ausência de artigos revisados por pares e estudos que sustentem a datação proposta para antes da Era do Gelo/Matthew LaCroix
Falta de evidências: Especialistas contestam a validade da tese devido à ausência de artigos revisados por pares e estudos que sustentem a datação proposta para antes da Era do Gelo/Matthew LaCroix

Outros pontos do planeta

De acordo com o pesquisador, os símbolos aparecem desde a região do Lago Van, no leste da Turquia, até sítios da América do Sul e do Camboja. Ele aponta a área do Lago Van como a origem do sistema global, em um sítio que chama de Ionis, que teria preservado o “projeto original” posteriormente levado a lugares como Gizé e Tiwanaku.

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Um dos artefatos centrais citados por LaCroix é o relevo de Kefkalesi, uma escultura em basalto que, segundo ele, espelharia a mesma iconografia vista no Egito e na América do Sul. Entre os elementos recorrentes estariam as formas em T, a pirâmide escalonada com três “portas” e a figura do leão, interpretada por LaCroix como um símbolo de “guardião” dentro do suposto código.

O que dizem os especialistas

Mesmo com as argumentações e as "provas" coletadas, a hipótese é fortemente contestada por arqueólogos. De acordo com cientistas da área, os sítios do Lago Van são atribuídos ao período Urartiano, de poucos milhares de anos atrás, e não há evidências de uma civilização global anterior à Era do Gelo.

Outro ponto contestado é a inexistência de um estudo publicado e revisado por pares que sustente a datação proposta por LaCroix. 

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