Entenda por que a descoberta de animais mumificados na Arábia é considerada um marco histórico / Pexels
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Uma expedição no norte da Arábia Saudita localizou restos mortais surpreendentes em uma área isolada. A caverna perto de Arar escondia múmias de guepardo que estão perfeitamente conservadas pela natureza.
Esse achado inédito abre portas para entender como grandes animais resistem ao tempo no deserto.
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Os pesquisadores identificaram sete guepardos mumificados e ossos de outros 54 indivÃduos da espécie. Além disso, os exames mostram que os restos esqueléticos mais velhos têm 4 mil anos.
Os animais mumificados datam de diversos perÃodos históricos diferentes entre si.
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A especialista Joan Madurell-Malapeira destacou "nunca ter visto uma preservação tão extensa e bem conservada de felinos de grande porte em um único local".
Dessa maneira, a descoberta é considerada fora do padrão por especialistas em arqueologia. O local é agora um marco cientÃfico.
O clima árido da região teve um papel fundamental na conservação dessas relÃquias. Além disso, a estabilidade térmica dentro da caverna ajudou a manter a estrutura orgânica.
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Portanto, a natureza criou as condições perfeitas para que as múmias não apodrecessem.
As carcaças também ficaram salvas de carniceiros como as hienas e as aves.
Sem a intervenção desses necrófagos, os corpos permaneceram isolados por séculos ou milênios. Esse isolamento explica por que tantos mamÃferos foram encontrados em excelente estado de conservação.
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A concentração de guepardos sugere que o local era um refúgio para fêmeas.
Elas provavelmente utilizavam a caverna para dar à luz com segurança aos filhotes. Assim, o espaço funcionava como uma proteção natural contra as ameaças do deserto.
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O pesquisador Ahmed Boug classificou a descoberta como uma oportunidade "inédita" para todos. Ele afirma que os registros intactos permitem estudar o passado para planejar o futuro.
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