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Nascido em 1600? O animal que vive 400 anos e só vira 'adulto' após um século

Essa característica peculiar o coloca em um patamar diferenciado entre todas as espécies de tubarões já descobertas

Agência Diário

Publicado em 08/02/2026 às 06:52

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Um mergulho no mundo do animal mais lento e longevo das profundezas oceânicas / NOAA Photo Library/Wikimedia Commons

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Nas profundezas mais escuras do Oceano Ártico, vive uma criatura que parece ter parado no tempo há muitos séculos.

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O tubarão-da-groenlândia é o animal vertebrado que vive por mais tempo, podendo chegar aos 400 anos de idade.

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Além da incrível longevidade, ele surpreende por levar cerca de 100 anos para começar a ter seus próprios filhotes. Essa lentidão biológica o coloca em um patamar diferenciado entre todas as espécies de tubarões já descobertas.

Atualmente, ele é registrado como um dos nadadores mais lentos do mar, preferindo um ritmo de vida calmo. Essa estratégia permite que ele sobreviva em um ambiente hostil, onde a comida pode ser bastante escassa.

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A espécie é considerada o vertebrado mais longevo já conhecido / Programa NOAA Okeanos Explorer/Wikimedia Commons
A espécie é considerada o vertebrado mais longevo já conhecido / Programa NOAA Okeanos Explorer/Wikimedia Commons
Essa espécie cresce muito lentamente e pode levar mais de um século para atingir a maturidade sexual / Hemming1952/Wikimedia Commons
Essa espécie cresce muito lentamente e pode levar mais de um século para atingir a maturidade sexual / Hemming1952/Wikimedia Commons
Ele vive apenas na região demarcada no mapa / Chris_hein/Wikimedia Commons
Ele vive apenas na região demarcada no mapa / Chris_hein/Wikimedia Commons
Ele nada a velocidades extremamente baixas, economizando energia em águas geladas / Gervais e Boulart/Wikimedia Commons
Ele nada a velocidades extremamente baixas, economizando energia em águas geladas / Gervais e Boulart/Wikimedia Commons
Sua carne é tóxica quando fresca e só pode ser consumida após um processo específico de fermentação / Chris 73/Wikimedia Commons
Sua carne é tóxica quando fresca e só pode ser consumida após um processo específico de fermentação / Chris 73/Wikimedia Commons
Muitos desses tubarões têm parasitas nos olhos que podem comprometer a visão, mas não a sobrevivência / Hemming1952/Wikimedia Commons
Muitos desses tubarões têm parasitas nos olhos que podem comprometer a visão, mas não a sobrevivência / Hemming1952/Wikimedia Commons

Visual discreto em águas gélidas

Essa espécie habita locais tão profundos e frios que permanece pouco estudada em comparação com outros grandes tubarões.

Consequentemente, cada nova filmagem ou coleta de dados traz revelações importantes sobre como esses seres vivem e se alimentam.

Sua aparência externa é marcada por uma pele escura, que pode apresentar variações de cinza, marrom ou preto. Esse padrão visual é uma adaptação necessária para a vida em locais onde a visibilidade é quase nula.

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Anatomia de um gigante das neves

O corpo cilíndrico e o focinho arredondado dão a este peixe uma aparência que lembra muito a de um submarino. Com sete metros de comprimento e cerca de 1,5 tonelada, ele é um dos maiores habitantes do Oceano Ártico.

Apesar disso, ele nada a uma velocidade constante de apenas 34,14 centímetros por segundo para economizar oxigênio e energia.

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O relógio biológico escondido no olhar

Diferentemente de peixes que possuem ossos rígidos, este tubarão tem vértebras macias, o que impede a contagem tradicional de sua idade. Dessa forma, os cientistas concentram suas análises no cristalino ocular para desvendar quantos anos o animal possui.

A análise por radiocarbono indica que esses animais vivem, em média, entre 272 e quase 400 anos de idade.

Essa técnica revelou que alguns indivíduos que nadam hoje podem ter nascido antes de grandes eventos históricos mundiais.

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Resistência extrema sob pressão abissal

O território desse tubarão é vasto, abrangendo desde o alto Ártico até áreas profundas próximas à região do Caribe.

Ele suporta pressões enormes a até 2,2 mil metros de profundidade, em águas com temperaturas próximas ao ponto de congelamento.

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O segredo para não congelar está em substâncias químicas presentes em seus tecidos, que funcionam como um poderoso anticongelante natural.

Além disso, sua maturidade reprodutiva só ocorre por volta dos 150 anos, garantindo uma linhagem que atravessa as eras.

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