Um mergulho no mundo do animal mais lento e longevo das profundezas oceânicas / NOAA Photo Library/Wikimedia Commons
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Nas profundezas mais escuras do Oceano Ártico, vive uma criatura que parece ter parado no tempo há muitos séculos.
O tubarão-da-groenlândia é o animal vertebrado que vive por mais tempo, podendo chegar aos 400 anos de idade.
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Além da incrível longevidade, ele surpreende por levar cerca de 100 anos para começar a ter seus próprios filhotes. Essa lentidão biológica o coloca em um patamar diferenciado entre todas as espécies de tubarões já descobertas.
Atualmente, ele é registrado como um dos nadadores mais lentos do mar, preferindo um ritmo de vida calmo. Essa estratégia permite que ele sobreviva em um ambiente hostil, onde a comida pode ser bastante escassa.
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Essa espécie habita locais tão profundos e frios que permanece pouco estudada em comparação com outros grandes tubarões.
Consequentemente, cada nova filmagem ou coleta de dados traz revelações importantes sobre como esses seres vivem e se alimentam.
Sua aparência externa é marcada por uma pele escura, que pode apresentar variações de cinza, marrom ou preto. Esse padrão visual é uma adaptação necessária para a vida em locais onde a visibilidade é quase nula.
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O corpo cilíndrico e o focinho arredondado dão a este peixe uma aparência que lembra muito a de um submarino. Com sete metros de comprimento e cerca de 1,5 tonelada, ele é um dos maiores habitantes do Oceano Ártico.
Apesar disso, ele nada a uma velocidade constante de apenas 34,14 centímetros por segundo para economizar oxigênio e energia.
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Diferentemente de peixes que possuem ossos rígidos, este tubarão tem vértebras macias, o que impede a contagem tradicional de sua idade. Dessa forma, os cientistas concentram suas análises no cristalino ocular para desvendar quantos anos o animal possui.
A análise por radiocarbono indica que esses animais vivem, em média, entre 272 e quase 400 anos de idade.
Essa técnica revelou que alguns indivíduos que nadam hoje podem ter nascido antes de grandes eventos históricos mundiais.
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O território desse tubarão é vasto, abrangendo desde o alto Ártico até áreas profundas próximas à região do Caribe.
Ele suporta pressões enormes a até 2,2 mil metros de profundidade, em águas com temperaturas próximas ao ponto de congelamento.
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O segredo para não congelar está em substâncias químicas presentes em seus tecidos, que funcionam como um poderoso anticongelante natural.
Além disso, sua maturidade reprodutiva só ocorre por volta dos 150 anos, garantindo uma linhagem que atravessa as eras.