Variedades

Não é falta de banho: entenda a ciência por trás do famoso cheiro que surge após os 40 anos

Existe uma explicação para esse odor ser mais insistente nas pessoas que ultrapassam essa idade

Gabriel Fernandes

Publicado em 03/02/2026 às 14:15

Compartilhe:

Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Facebook Compartilhe no Twitter Compartilhe por E-mail
Mesmo que os banhos sejam bem feitos e ainda sejam feitos em frequência, eles não são capazes de tirar os odores (Google Gemini/Imagem Gerada por IA)
Mesmo que os banhos sejam bem feitos e ainda sejam feitos em frequência, eles não são capazes de tirar os odores (Google Gemini/Imagem Gerada por IA)
Mesmo que o cheiro não saia, é recomendado lavar as roupas em água quente e assim remover os óleos impregnados nos tecidos e manter os ambiente bem ventilados (Google Gemini/Imagem Gerada por IA)
Mesmo que o cheiro não saia, é recomendado lavar as roupas em água quente e assim remover os óleos impregnados nos tecidos e manter os ambiente bem ventilados (Google Gemini/Imagem Gerada por IA)
Esse odor não costuma sair facilmente, pois o 2-nonenal é um composto lipofílico, ou seja, dissolve-se em gordura, mas não em água, sendo resistente até mesmo ao banho com sabonete comum (Google Gemini/Imagem Gerada por IA)
Esse odor não costuma sair facilmente, pois o 2-nonenal é um composto lipofílico, ou seja, dissolve-se em gordura, mas não em água, sendo resistente até mesmo ao banho com sabonete comum (Google Gemini/Imagem Gerada por IA)

Esse cheiro costuma a aparecer nas pessoas depois dos 40 anos, mas o motivo não é o que todos imaginam / Google Gemini/Imagem Gerada por IA

Continua depois da publicidade

Uma das coisas mais comuns é notar um odor característico em lugares e casas frequentadas por pessoas mais velhas. Só que existe uma justificativa para esse fenômeno acontecer, e não tem nada a ver com a falta de higiene.

Faça parte do grupo do Diário no WhatsApp e Telegram.
Mantenha-se bem informado.

Esse cenário tende a ocorrer por conta de mudanças químicas naturais do corpo humano conforme envelhecemos, além de ser impossível de evitar, mesmo que tenhamos um completo cuidado com a limpeza.

Continua depois da publicidade

Leia Também

• Vivendo em uma casa de argila com fogão a lenha, idoso de 80 anos troca tecnologia por simplicidade

• O segredo do idoso de 89 anos que transformou uma cidade inteira em obra de arte

Origem

Segundo estudos científicos, descobriu-se que o odor corporal muda com a idade por conta da alteração na composição química das substâncias que a pele produz a partir dos 40 anos.

Ao chegar nessa idade, o organismo começa a produzir um composto conhecido como 2-nonenal, que tem um odor característico descrito como gorduroso ou herbáceo, assemelhando-se ao cheiro de papel velho.

Continua depois da publicidade

Esse composto é resultado da degradação de ácidos graxos ômega-7 presentes naturalmente na pele. Com o envelhecimento, o corpo produz mais esses ácidos e, ao mesmo tempo, torna-se menos eficiente em eliminá-los.

Ao entrarem em contato com o ar, esses ácidos se oxidam e formam o 2-nonenal, que se acumula na superfície da pele e nas roupas, criando o odor associado ao envelhecimento.

Cheiro não sai fácil

Esse odor não costuma sair facilmente, pois o 2-nonenal é um composto lipofílico — ou seja, dissolve-se em gordura, mas não em água, sendo resistente até mesmo ao banho com sabonete comum.

Continua depois da publicidade

O composto continua sendo produzido constantemente e, mesmo depois de uma higienização completa, ele volta a se acumular em poucas horas.

Como minimizar esse cheiro?

Mesmo que esse odor não possa ser totalmente removido, existem maneiras de deixá-lo menos forte e perceptível, como usar sabonetes à base de carvão ativado ou argila, que removem óleos mais eficientemente.

Outras ações incluem trocar as roupas de cama e toalhas com maior frequência, para evitar o acúmulo do composto, lavar as roupas em água quente para remover óleos impregnados nos tecidos e manter os ambientes bem ventilados.

Continua depois da publicidade

Conteúdos Recomendados

©2026 Diário do Litoral. Todos os Direitos Reservados.

Software