A morte de Gerardo Renault, aos 96 anos, ocorre em meio à participação da filha, Ana Paula Renault, no Big Brother Brasil 26 — e a decisão da família de manter a sister confinada chama atenção pelo caráter incomum e emocionalmente delicado.
Segundo comunicado divulgado nas redes sociais, a escolha foi baseada em um desejo expresso pelo próprio Gerardo ainda em vida. Assista ao vídeo:
Em vídeo publicado no perfil da participante, os familiares afirmaram que optaram por não informá-la sobre o falecimento neste momento, respeitando a vontade dele. Gerardo estava internado deste o último dia 6. A mensagem destaca que Ana Paula seguirá no programa “por amor, por força e em respeito a esse desejo”.
O posicionamento foi reforçado por Cibele Renault, que explicou que o pai tinha orgulho da trajetória da filha e incentivou sua participação no reality.
“Foi ele quem pediu que Ana voltasse. Foi ele quem desejou vê-la ocupando novamente esse lugar”, disse. A família também ponderou que, após Ana Paula já estar confinada durante a fase mais crítica da saúde do pai, não faria sentido interromper sua participação agora.

Antes de entrar no programa, a própria Ana Paula havia relatado a piora no estado de saúde de Gerardo, chegando a dizer que ele estava “quase morto”. Ainda assim, decidiu seguir com o confinamento após incentivo familiar — decisão que agora ganha novo peso diante da morte.
A relação com o pai e a ida ao BBB 26 gerou embates dentro e fora da casa mais vigiada do Brasil. No início de abril, a equipe jurídica de Ana Paula Renault informou que acionou a Justiça contra o humorista Evandro Santo. O ex-integrante do “Pânico” disparou uma série de ataques à jornalista e a chamou de “mal-comida” várias vezes. Ele ainda afirmou que o pai de Ana Paula “já está para morrer”.
Quem foi Gerardo Renault?
Gerardo Renault teve atuação pública relevante em Minas Gerais. Ele foi deputado estadual e também presidiu o Instituto de Previdência do Legislativo mineiro. Na vida pessoal, era pai de Ana Paula em seu segundo casamento, com Maria da Conceição Machado Renault, falecida em 1998.
A história também tem conexão com a cultura brasileira: Gerardo era primo de Abgar Renault, integrante da Academia Brasileira de Letras e ex-ministro da Educação no governo de Nereu Ramos.
O caso levanta discussões recorrentes sobre os limites do confinamento em realities e o papel das famílias em decisões desse tipo. Até o momento, a produção do programa não se manifestou sobre qualquer possível comunicação à participante.
