A causa da morte do escritor e roteirista Alexandre Fraga ainda não foi divulgada / Reprodução
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O escritor e roteirista Alexandre Fraga morreu no último domingo (12), no Rio de Janeiro, aos 52 anos. Criador da série "Impuros", ele havia passado por um transplante de fígado em 2024, mas a causa da morte não foi divulgada.
A informação foi confirmada pelo portal g1 e também divulgada nas redes sociais oficiais da produção. O velório ocorreu nesta terça-feira (14), na capela 9 do Cemitério da Penitência, no Caju, reunindo amigos, familiares e colegas de trabalho.
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Entre os presentes estavam atores como Rodrigo Candelot e André Gonçalves. Candelot, que trabalhou com Fraga na série, prestou homenagem ao amigo: “Mais que guerreiro da arte, você foi um guerreiro na vida. Fugiu da morte algumas vezes. Foi transplantado, assustou a todos em muitos momentos, mas seguia em frente”.
Antes de se dedicar à escrita, Fraga atuou como policial federal. A experiência influenciou diretamente sua obra, marcada por narrativas sobre crime e violência urbana. Ele também foi autor de livros como "Oeste: A Guerra do Jogo do Bicho" e "Canibal de Copacabana", explorando universos ligados à contravenção e à segurança pública.
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O cineasta Tomás Portella, diretor de “Impuros”, destacou a personalidade do roteirista. “Fraga escapou da morte diversas vezes, e eu, em algum lugar, fantasiava que ela nunca conseguiria alcançá-lo. Ele não era um homem fácil — e tinha orgulho disso”, afirmou ele.
Alexandre Fraga atuou como policial federal antes de se dedicar como escritor/ReproduçãoProduzida para o streaming e exibida também na TV aberta, Impuros se consolidou como uma das produções nacionais de maior repercussão recente, abordando o universo do tráfico de drogas no Rio de Janeiro.
A equipe da série lamentou que Fraga não tenha visto a estreia da sexta temporada, prevista para 1º de maio. Em nota, a produção afirmou: “Impuros só é grande porque você fez parte. Impuros só é grande porque você é gigantesco”.
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Fraga deixa um legado marcado pela transição entre a vida policial e a criação artística, com obras que retratam a complexidade do crime e da sociedade brasileira.