Modelo ‘LAT’ ganha força entre os relacionamentos atuais; Entenda a lógica por trás da tendência

Especialistas analisam o comportamento de casais que fogem do casamento tradicional para preservar a autonomia e o espaço individual

Um casal deitado em uma cama cercados por uma caixa de papelão e malas

Conhecido pela sigla em inglês, o formato atrai jovens que buscam conciliar o compromisso afetivo com a independência total de suas rotinas (Ketut Subiyanto/Pexels)

Nos últimos anos, os relacionamentos ganharam novos rótulos e estilos. O mais recente deles, que marca presença cada vez mais, é o LAT ou Living Apart Together (“Morando Separados Juntos”, em tradução literal). Esse modelo envolve duas pessoas que formam um casal, mas decidem morar em casas separadas.

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Existem casais que acreditam que essa é uma forma de manter a independência e a renovação na relação, enquanto outros se questionam se o modelo é válido.

Como o LAT funciona?

No modelo LAT, a proximidade, o afeto e o tempo compartilhado unem os casais, mas eles vivem separados na rotina. Em vez de compartilharem um único espaço, os parceiros escolhem viver em dois endereços.

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Os mais jovens costumam escolher esse tipo de relacionamento, pois desejam manter um compromisso e, ao mesmo tempo, preservar seu espaço, liberdade e estilo de vida atual.

Veja os crescimentos dessa relação pelo mundo e em diversas situações na galeria abaixo:

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Psicologia

No programa Dzień Dobry TVN, o psicólogo Mateusz Grzesiak compara esse modelo ao “consumismo relacional”, que enfatiza as necessidades individuais. Ele ainda destaca que todo relacionamento envolve um certo grau de dependência que o casal deve gerenciar com habilidade.

De acordo com Grzesiak, quem defende o LAT normalmente usa argumentos sobre a preservação da liberdade e da autonomia que decorrem da falta de compreensão de ambos os conceitos.

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“Entre os defensores do LAT, encontramos argumentos sobre a preservação da liberdade e da autonomia, que decorrem da falta de compreensão de ambos os conceitos e de uma confusão entre egoísmo, valores e necessidades.”

O psicólogo afirma que os adeptos desse modelo enxergam o ato de morar separado como uma forma de evitar muitas tensões cotidianas. Essas brigas constantemente surgem sob o mesmo teto e vão desde disputas sobre tarefas domésticas até discussões sobre dinheiro.

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Exceções

Embora algumas pessoas escolham viver nesse modelo de relacionamento por vontade própria, em outros cenários a decisão acontece por conta de circunstâncias específicas da vida que dificultam a convivência. Entre elas, trabalhar no exterior ou morar em cidades diferentes.

“Alguns casais optam pelos cuidados de longa duração porque não têm condições de viver juntos. Por exemplo: uma pessoa está viajando para o exterior, morando em cidades diferentes, ou os dois ainda não se conhecem o suficiente para morar juntos”, relata Grzesiak.

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Agamia:

Dentro desse cenário, outro termo tem ganhado força: a agamia. O termo tem origem no grego, a partir da junção de a (sem ou não) e gamos (casamento ou união íntima), e descreve um estilo de vida baseado na escolha de não estabelecer vínculos amorosos.

Diferentemente da monogamia, que pressupõe um relacionamento exclusivo, ou da poligamia, que envolve múltiplos parceiros, a agamia se caracteriza pela ausência de interesse em qualquer tipo de relação romântica. Essa opção também costuma estar associada ao desejo de não ter filhos.