Nos últimos anos, os relacionamentos ganharam novos rótulos e estilos. O mais recente deles, que marca presença cada vez mais, é o LAT ou Living Apart Together (“Morando Separados Juntos”, em tradução literal). Esse modelo envolve duas pessoas que formam um casal, mas decidem morar em casas separadas.
Existem casais que acreditam que essa é uma forma de manter a independência e a renovação na relação, enquanto outros se questionam se o modelo é válido.
Como o LAT funciona?
No modelo LAT, a proximidade, o afeto e o tempo compartilhado unem os casais, mas eles vivem separados na rotina. Em vez de compartilharem um único espaço, os parceiros escolhem viver em dois endereços.
Os mais jovens costumam escolher esse tipo de relacionamento, pois desejam manter um compromisso e, ao mesmo tempo, preservar seu espaço, liberdade e estilo de vida atual.
Veja os crescimentos dessa relação pelo mundo e em diversas situações na galeria abaixo:
Psicologia
No programa Dzień Dobry TVN, o psicólogo Mateusz Grzesiak compara esse modelo ao “consumismo relacional”, que enfatiza as necessidades individuais. Ele ainda destaca que todo relacionamento envolve um certo grau de dependência que o casal deve gerenciar com habilidade.
De acordo com Grzesiak, quem defende o LAT normalmente usa argumentos sobre a preservação da liberdade e da autonomia que decorrem da falta de compreensão de ambos os conceitos.
“Entre os defensores do LAT, encontramos argumentos sobre a preservação da liberdade e da autonomia, que decorrem da falta de compreensão de ambos os conceitos e de uma confusão entre egoísmo, valores e necessidades.”
O psicólogo afirma que os adeptos desse modelo enxergam o ato de morar separado como uma forma de evitar muitas tensões cotidianas. Essas brigas constantemente surgem sob o mesmo teto e vão desde disputas sobre tarefas domésticas até discussões sobre dinheiro.
Exceções
Embora algumas pessoas escolham viver nesse modelo de relacionamento por vontade própria, em outros cenários a decisão acontece por conta de circunstâncias específicas da vida que dificultam a convivência. Entre elas, trabalhar no exterior ou morar em cidades diferentes.
“Alguns casais optam pelos cuidados de longa duração porque não têm condições de viver juntos. Por exemplo: uma pessoa está viajando para o exterior, morando em cidades diferentes, ou os dois ainda não se conhecem o suficiente para morar juntos”, relata Grzesiak.
Agamia:
Dentro desse cenário, outro termo tem ganhado força: a agamia. O termo tem origem no grego, a partir da junção de a (sem ou não) e gamos (casamento ou união íntima), e descreve um estilo de vida baseado na escolha de não estabelecer vínculos amorosos.
Diferentemente da monogamia, que pressupõe um relacionamento exclusivo, ou da poligamia, que envolve múltiplos parceiros, a agamia se caracteriza pela ausência de interesse em qualquer tipo de relação romântica. Essa opção também costuma estar associada ao desejo de não ter filhos.






