Tubarão-da-groenlândia pode viver entre 270 e 500 anos por conta do seu estilo de vida 'preguiçoso' / Google Gemini/Imagem Gerada por IA
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Quando o assunto é viver mais de 100 anos, muitos pensam automaticamente nas tartarugas. Entretanto, uma espécie foi encontrada por cientistas nas profundezas do Mar do Caribe em 2023, que chamou a atenção do mundo. Trata-se do tubarão-da-groenlândia, que pode viver entre 270 e 500 anos.
Considerado o vertebrado com a maior longevidade do mundo, ele atinge a maturidade sexual apenas aos 150 anos. Esses animais crescem somente 1 cm por ano e podem ser encontrados em águas com baixas temperaturas.
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Com o hábito de passar muito tempo sozinho durante a sua rotina, ele costuma se alimentar de diversos tipos de peixes, como bacalhau e arenque, além de criaturas marinhas como lulas, focas e baleias. Seu peso costuma ser de 1,5 tonelada, podendo atingir até 7 metros de comprimento quando chega à idade adulta. Por conta de seu estilo de vida "preguiçoso", ele poupa energia; logo, reduz o desgaste celular e aumenta sua expectativa de vida.
Inclusive, este vídeo do History Brasil explica algumas verdades e mitos sobre as características do tubarão-da-groelândia:
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Consumir a carne do tubarão-da-groenlândia é extremamente letal devido às concentrações de óxido de trimetilamina, que age como uma espécie de "anticongelante" para o seu organismo. Além disso, a grande maioria deles possui um parasita preso aos olhos, conhecido como Ommatokoita elongata, que se alimenta da córnea do animal, deixando-o praticamente cego.
Curiosamente, acredita-se que o tubarão se aproveite do fato de o parasita brilhar para atrair a atenção das presas e conseguir se alimentar mais facilmente.
Para conseguir identificar a idade de uma espécie, como é o caso do tubarão-da-groenlândia, os cientistas utilizam uma técnica de datação por radiocarbono nas proteínas dos olhos do animal. Diferente de outros vertebrados, o centro do cristalino desta espécie se forma em seu nascimento e não muda no decorrer da vida. Por não ser substituído, esse tecido serve como um "registro do tempo".
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Ao analisarem os isótopos de carbono presentes nessa parte específica do olho, os pesquisadores conseguem calcular, com precisão matemática, a década em que o tubarão nasceu.
Um grupo de especialistas tenta impedir que o manjuari, conhecido popularmente como o peixe-agulha cubano, possa sumir para sempre. Vivendo nas áreas remotas dos pântanos de Zapata, uma imensa rede de lagoas escondida no interior de Cuba. Desde 2020 ele segue presente na lista da IUCN como “criticamente ameaçada”, o nível máximo antes da extinção em estado selvagem.
Mesmo que em um primeiro momento a presença de tubarões assuste, a presença deles nas praias do litoral de São Paulo podem significar um equilíbrio ecológico da região. De acordo com os pesquisadores, as condições do mar e a geografia local criam um ambiente propício para a circulação de diferentes espécies, em especial as de pequeno e médio porte, que costumam transitar próximas às saídas de estuário.
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