Lua Azul e Microlua: O raro fenômeno duplo que muda o céu do Brasil nesta madrugada

Espetáculo no céu pode ser acompanhado de qualquer região do Brasil; o momento ideal para a observação ocorre justamente na transição entre a noite deste sábado (30) e a madrugada de domingo (31)

Fenômeno duplo coloca o satélite a mais de 406 mil quilômetros de distância do planeta, gerando menos luminosidade em um evento considerado pouco comum por astrônomos.

Fenômeno duplo coloca o satélite a mais de 406 mil quilômetros de distância do planeta, gerando menos luminosidade em um evento considerado pouco comum por astrônomos/Pexels

Os últimos instantes de maio reservam um espetáculo duplo para os amantes da astronomia. Entre a noite deste sábado (30) e a madrugada de domingo (31), o satélite natural da Terra se apresentará como Lua Azul e, ao mesmo tempo, como microlua. A coincidência desses dois eventos, segundo especialistas, é considerada pouco comum na astronomia.

O fenômeno poderá ser observado de qualquer ponto do Brasil. O melhor momento para apreciá-lo, no entanto, é justamente a transição da noite de sábado para o início da madrugada de domingo.

Por que o nome “Lua Azul”?

Apesar do título sugestivo, o satélite natural não exibirá nenhuma tonalidade azulada. O termo, na verdade, faz parte da tradição astronômica popular e descreve a segunda Lua Cheia dentro de um mesmo mês, algo que contraria o ritmo habitual, já que o ciclo lunar tradicionalmente apresenta apenas uma fase cheia mensal.

Esse descompasso no calendário ocorre, em média, a cada dois anos. O período entre duas luas cheias é de aproximadamente 29,5 dias. Para que o evento se materialize, precisa acontecer a primeira Lua Cheia do mês deve surgir logo no primeiro ou segundo dia. Além disso, o mês precisa ter 31 dias, criando margem para uma segunda aparição.

Afastamento máximo diminui o tamanho aparente

Ao mesmo tempo, a órbita lunar, desta vez elíptica, levará a Lua ao ponto mais distante da Terra. Esse momento de maior afastamento recebe o nome de apogeu. Quando a Lua Cheia coincide com essa posição, o disco lunar parece menor e um pouco menos luminoso. É exatamente isso que os astrônomos chamam de microlua.

Neste fim de semana, a distância entre a Terra e a Lua alcançará 406.135 quilômetros, bem acima da média de 384.000 quilômetros. Com isso, o brilho será sutilmente reduzido, e o tamanho aparente ficará ligeiramente menor do que o observado em outras luas cheias.

Ainda assim, os especialistas fazem um alerta, a diferença é discreta e dificilmente será notada sem instrumentos de comparação. Para o olhar leigo, a alteração visual é quase imperceptível.

*Com informações do g1*