Variedades
A Justiça ainda cancelou a condenação que obrigava o humorista a pagar como indenização por danos morais coletivos
Humorista Leo Lins foi absolvido da condenação de 8 anos de prisão / Reprodução
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O humorista Léo Lins foi absolvido pelo Tribunal Regional Federal (TRF), que reverteu a condenação de oito anos e três meses de prisão que havia contra ele por conta de piadas vistas como "preconceituosas" em um show de stand-up publicado no YouTube do artista.
A Justiça cancelou a condenação que obrigava o humorista a pagar R$ 303.600,00 como indenização por danos morais coletivos.
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Dois magistrados votaram a favor de absolver o réu; entretanto, um terceiro juiz queria manter a condenação, mas diminuir a pena para cerca de cinco anos em regime semiaberto e reduzir o valor da indenização.
Em 30 de maio de 2025, a 3ª Vara Criminal Federal de São Paulo condenou o humorista a oito anos e três meses de prisão.
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Segundo o Ministério Público Federal (MPF), a decisão ocorreu devido ao conteúdo das piadas proferidas por Lins durante o show, as quais foram compartilhadas no YouTube. O vídeo em questão chegou a registrar três milhões de visualizações.
Na decisão, a Justiça apontou que, "ao longo do show, o réu admitiu o caráter preconceituoso de suas anedotas, demonstrou descaso com a possível reação das vítimas e afirmou estar ciente de que poderia enfrentar problemas judiciais devido ao teor das falas", diz o trecho.
No vídeo em questão, as piadas direcionavam-se a negros, idosos, obesos, soropositivos, homossexuais, povos originários, nordestinos, evangélicos, judeus e pessoas com deficiência.
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