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Garimpo nas Estrelas: NASA quer usar 'sacos gigantes' para capturar e reciclar lixo orbital

Parceria com a startup TransAstra aposta em cápsulas de captura flexíveis para recolher detritos e transformá-los em matéria-prima em oficinas orbitais

Gabriel Fernandes

Publicado em 21/03/2026 às 22:30

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Essa solução pode reduzir custos de operação espaciais / Imagem gerada por IA

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Com o propósito de conseguir enfrentar a poluição que cresce ao redor do planeta, a NASA está apoiando, como uma alternativa, a criação de cápsulas esféricas que são formadas por restos de satélites, foguetes desativados e fragmentos de colisões que representam um risco para a operação de equipamentos em órbita.

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A proposta desenvolvida pela TransAstra tem como base um princípio simples, mas promissor: desenvolver grandes "sacos espaciais" capazes de capturar diversos objetos em uma única missão.

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Essa ação pretende superar dificuldades que se tornaram verdadeiros empecilhos para os engenheiros espaciais, pois, ao invés de depender de operações de acoplamento arriscadas, a cápsula apenas se abre ao redor dos detritos e se fecha, como uma rede de captura.

A ideia é que, ao se multiplicar em diferentes escalas e tamanhos de cápsulas, seja possível lidar com objetos variados e tornar a órbita mais limpa e segura.

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O maior benefício do sistema é eliminar a necessidade de pontos de fixação ou superfícies específicas nos detritosO maior benefício do sistema é eliminar a necessidade de pontos de fixação ou superfícies específicas nos detritos (Imagem feita por IA/Image FX)

Facilitações

Segundo Joel Sercel, responsável pela TransAstra, o maior benefício deste novo sistema é eliminar a necessidade de pontos de fixação ou superfícies específicas nos detritos.

Isso é relevante, pois grande parte do lixo espacial não foi projetada para ser manipulada novamente, o que torna os métodos convencionais de captura limitados e perigosos.

Graças a esse procedimento, as cápsulas se tornam ferramentas universais, capazes de recolher desde pequenos fragmentos até estruturas maiores. Essa versatilidade é valiosa, já que cada missão pode se adaptar ao tipo de poluição encontrada, ampliando a eficiência sem aumentar custos desnecessários.

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Isso é relevante porque grande parte do lixo espacial não foi projetada para ser manipulada novamenteIsso é relevante porque grande parte do lixo espacial não foi projetada para ser manipulada novamente (Divulgação)

O desafio dos objetos em rotação

Um dos maiores obstáculos da limpeza espacial é que muitos detritos não estão parados. Satélites desativados e fragmentos podem estar girando em alta velocidade, o que dificulta qualquer aproximação.

Diante dos perigos, a cápsula necessita sincronizar seu movimento com o do próprio objeto para conseguir envolvê-lo com segurança. Entretanto, esse procedimento exige que sensores avançados e controles automáticos sofisticados garantam a estabilidade do sistema.

Ao remover essa exigência, as cápsulas passam a ser ferramentas universais, capazes de recolher desde pequenos fragmentos até estruturas maioresAo remover essa exigência, as cápsulas passam a ser ferramentas universais, capazes de recolher desde pequenos fragmentos até estruturas maiores (Divulgação)

Estação de reciclagem

A proposta ganha ainda mais sentido quando combinada com a estação orbital que a ThinkOrbital espera construir. Essa plataforma de grandes dimensões funciona como uma oficina no espaço, dedicada a analisar, reparar e reciclar o material recolhido.

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Só que, ao invés de tratar os resíduos apenas como sucata, a estação os transformaria em recursos reaproveitados para futuras missões.

Esse tipo de estrutura é fundamental porque cria um ciclo sustentável de utilização de materiais.

Ao invés de gastar bilhões de dólares com o envio de novos componentes da Terra, seria possível aproveitar o que já está em órbita, reduzindo custos e diminuindo impactos ambientais.

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