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Com 13.416 habitantes por quilômetro quadrado e nenhuma área rural, municÃpio vizinho à capital paulista supera densidade de grandes metrópoles mundiais
Em escala global, a densidade de Taboão da Serra impressiona ao superar cidades europeias inteiras / Wikimedia Commons/Reginaldomaia
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Quem atravessa a divisa da zona sul de São Paulo muitas vezes não percebe a mudança de jurisdição, mas entra no território mais apertado do paÃs. Taboão da Serra abriga atualmente 273.542 moradores em uma área de apenas 20,3 quilômetros quadrados, o que resulta em uma densidade demográfica de 13.416 pessoas por quilômetro quadrado.Â
O Ãndice é quase o dobro do registrado na capital paulista, que possui 7.398 habitantes na mesma proporção de espaço.
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O fenômeno é explicado pela combinação de uma população numerosa em um território geográfico minúsculo, com grau de urbanização de 100%.Â
Enquanto cidades vizinhas como Diadema, Osasco e CarapicuÃba também figuram no topo do ranking de adensamento, nenhuma alcança os números de Taboão.Â
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Projeções recentes apontam que o municÃpio deve chegar aos 285.307 habitantes em 2025, adicionando 12 mil pessoas a um espaço que não possui mais margem para expansão territorial.
O cenário atual contrasta drasticamente com a realidade de meados do século XX, quando a região era composta por sÃtios, olarias e chácaras ligadas a Itapecerica da Serra.Â
Desde a emancipação em 1959, quando contava com apenas 4 mil moradores, a população se multiplicou por quase 70 vezes. As antigas propriedades rurais foram substituÃdas por loteamentos populares, conjuntos habitacionais e uma verticalização intensa para comportar o fluxo migratório.
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A localização estratégica, a apenas 15 quilômetros da Praça da Sé, transformou a cidade em uma extensão natural de São Paulo.Â
Esse processo de conurbação, onde a malha urbana de duas cidades se une sem rupturas visÃveis, fez de Taboão um polo atrativo para quem busca moradia com acesso rápido ao centro financeiro do estado.Â
Na prática, a disputa por espaço é tão acirrada que a construção de novos equipamentos públicos, como escolas ou postos de saúde, muitas vezes exige a demolição de estruturas preexistentes.
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Apesar do adensamento extremo, os Ãndices sociais do municÃpio permanecem elevados, com um IDHM de 0,769 e taxa de escolarização infantil de 98,55%. A verticalização e o domÃnio de apartamentos compactos nos novos lançamentos imobiliários são as respostas encontradas para a falta de terrenos livres.Â
Além disso, a futura extensão da Linha 4-Amarela do Metrô é vista como uma alternativa para aliviar a pressão sobre o sistema viário local, já saturado pela concentração populacional.
Em escala global, a densidade de Taboão da Serra impressiona ao superar cidades europeias inteiras, aproximando-se de referências como Barcelona, que registra 16.000 habitantes por quilômetro quadrado.Â
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O destaque dado pelo IBGE reforça a raridade de um municÃpio brasileiro sem nenhum metro quadrado de área rural. Sem ter para onde crescer horizontalmente, a cidade simboliza uma das faces mais agudas da urbanização nacional, onde o horizonte deu lugar ao teto do vizinho.