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O sucesso imediato em série, segundo ela, levou a emissora a tentar 'amarrá-la' com um vínculo de três anos para migrar diretamente para a teledramaturgia
A atriz afirmou que passou a enfrentar retaliações e foi rotulada como alguém 'difícil', apesar de se considerar apenas profissional. / Faya Neto/Divulgação
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A atriz Luana Piovani, de 49 anos, fez revelações contundentes sobre sua passagem pela TV Globo e afirmou que a relação com a emissora azedou ainda na adolescência, quando recusou um contrato de longo prazo para atuar em novelas.
Luana relembrou que estreou na Globo em 1993, aos 16 anos, como protagonista da série Sex Appeal. O sucesso imediato, segundo ela, levou a emissora a tentar ‘amarrá-la’ com um vínculo de três anos para migrar diretamente para a teledramaturgia.
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‘Quando eu protagonizei Sex Appeal, a Globo chegou com um contrato longo para os atores da série para que eles fizessem uma novela, que viria a ser Olho no Olho, e eu não quis o contrato de três anos’, contou em entrevista à jornalista Heloisa Tolipan.
A recusa, de acordo com Piovani, desencadeou uma reação dura por parte da emissora. A atriz afirmou que passou a enfrentar retaliações e foi rotulada como alguém ‘difícil’, apesar de se considerar apenas profissional.
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‘Não queria fazer novela de jeito algum. Eles foram super abusivos comigo. Não quis’, afirmou. ‘As pessoas, quando entro, acham que vai ser difícil trabalhar comigo só por eu ser profissional.’
Ela também relatou ter sido retirada do elenco da novela Anjo Mau. ‘Eu fui tirada de Anjo Mau, pois disseram que eu desagregava a produção porque dizia que eu não estava disponível para os horários da emissora’, revelou.
Além das críticas ao ambiente profissional, Luana Piovani abordou temas pessoais e comentou sua visão sobre relacionamentos. Para a atriz, muitos homens se acomodam após o fim da fase inicial da paixão.
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‘O homem hétero tem o frisson da paixão, mas aquilo passa. E a Ferrari vira Fusca… É isso que mata, para mim, uma relação’, disparou.
As declarações reacenderam debates sobre assédio, poder e controle no início da carreira artística e sobre os contratos de exclusividade que marcaram a televisão brasileira por décadas.