Montanha-russa de 700 toneladas fecha durante 3 meses para reforma milionária no maior parque temático da América Latina

Atração mais radical do Beto Carrero World receberá investimento de R$ 24 milhões, com troca de trilhos, novos sistemas de operação e três meses de obras antes da reabertura ao público

Fire Whip foi inaugurada em 2008 e é lembrada como a última aquisição do fundador do parque de diversão/Foto: Divulgação/Beto Carrero - Instagram

A FireWhip, uma das atrações mais tradicionais do Beto Carrero World, em Penha (SC), ficará fechada por três meses para passar por uma ampla modernização. O investimento é de R$ 24 milhões e inclui substituição de trilhos, atualização de sistemas e mudanças estruturais que devem impactar diretamente a experiência dos visitantes.

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Além disso, a intervenção marca uma das maiores reformas já realizadas na montanha-russa desde sua inauguração, em 2008. A interdição está prevista para ocorrer entre junho e agosto de 2026 e faz parte de um processo de revitalização profunda da atração.

O que está sendo reformado na FireWhip

A principal intervenção será o chamado retracking, processo técnico que envolve a substituição completa dos trilhos da montanha-russa. Ao todo, serão renovados cerca de 502 metros do percurso.

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Além da troca dos trilhos, a FireWhip também passará por uma atualização significativa de equipamentos, com a inclusão de aproximadamente 194 toneladas de novos componentes.

Entre as mudanças confirmadas estão:

  • Substituição completa dos trilhos (retracking);
  • Instalação de freios magnéticos;
  • Nova plataforma de automação desenvolvida na Holanda;
  • Atualização dos sistemas operacionais.

Segundo o parque, o objetivo é tornar o percurso mais suave e confortável, reduzindo vibrações e impactos, sem alterar características originais da atração, como velocidade e inversões. Dessa forma, a experiência continuará radical, mas com maior conforto para os visitantes.

Por que a FireWhip será fechada

O fechamento temporário é necessário para permitir a execução da obra em larga escala, que envolve desmontagem parcial da estrutura e substituição de componentes críticos de segurança e funcionamento.

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Além da modernização técnica, a reforma possui um valor simbólico para o parque. A FireWhip é considerada uma das atrações mais importantes do complexo não apenas pela popularidade, mas também pela sua história.

Afinal, foi a última montanha-russa adquirida pelo fundador do empreendimento, Beto Carrero, antes de sua morte.

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Impacto para visitantes durante o período de obras

A paralisação de três meses deve alterar a dinâmica do parque durante o período de alta temporada. A FireWhip é uma das atrações mais procuradas do Beto Carrero World e costuma registrar longas filas em períodos de férias.

Com isso, outras atrações radicais podem registrar aumento na demanda durante o período de fechamento.

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Mesmo assim, o parque seguirá funcionando normalmente com as demais atrações. Por outro lado, a administração aposta que a modernização compensará o período de interdição temporária, oferecendo uma experiência superior após a reabertura.

Montanha-russa de 700 toneladas e construção complexa

A FireWhip é uma montanha-russa invertida, modelo em que os trilhos ficam acima da cabeça dos passageiros e as pernas permanecem suspensas durante todo o percurso.

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Além dessa característica, a atração chama atenção pelos números impressionantes de sua construção:

  • Cerca de 700 toneladas de estrutura metálica;
  • Aproximadamente 700 metros de extensão;
  • Altura de 40 metros;
  • Velocidade de até 100 km/h;
  • Capacidade para 20 passageiros por trem.

A fabricação ocorreu na Holanda, com investimento inicial estimado em R$ 15 milhões. O transporte da estrutura até o Brasil levou cerca de 50 dias e envolveu um navio e 232 carretas. A montagem final durou aproximadamente quatro meses até a inauguração.

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Não por acaso, a FireWhip se tornou uma das atrações mais conhecidas e procuradas do Beto Carrero World ao longo dos anos.

Tecnologia e testes antes da reabertura

As obras mobilizarão cerca de 140 profissionais, que atuarão em diferentes turnos durante todo o período da reforma.

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Posteriormente, a atração passará por um rigoroso processo de validação operacional antes de voltar a receber visitantes.

Serão realizadas mais de 160 horas de testes e simulações, incluindo operações sem passageiros e avaliações com cargas equivalentes à ocupação máxima dos trens.

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Sendo assim, antes de voltar a funcionar, todos os sistemas passarão por verificações de segurança para garantir que a atração opere dentro dos padrões exigidos.

Quando a FireWhip volta a funcionar

Por fim, a previsão do Beto Carrero World é que a atração seja reaberta após o período de manutenção entre junho e agosto de 2026, dependendo da conclusão dos testes e validações técnicas.

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Assim, a FireWhip iniciará uma nova fase de sua história, preservando sua identidade radical, mas oferecendo um percurso mais suave, moderno e confortável para os visitantes.