Confira os pontos fundamentais levantados por especialistas para entender esse comportamento / Freepik
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Quando os filhos deixam de compartilhar detalhes de suas vidas, muitos pais interpretam o comportamento como distanciamento ou falta de afeto. No entanto, a psicologia aponta que essa reserva raramente é sinal de indiferença.
Na verdade, o silêncio costuma ser uma estratégia emocional complexa que envolve desde a proteção dos pais até a busca pela própria identidade.
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Confira os pontos fundamentais levantados por especialistas para entender esse comportamento:
Muitos indivíduos calam suas frustrações por pura empatia. Existe uma preocupação real de que compartilhar fracassos, pressões no trabalho ou problemas pessoais possa aumentar o fardo emocional dos pais.
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Psicólogos familiares chamam esse padrão de silêncio protetor: uma tendência a reter informações para manter os outros calmos. Nesse contexto, omitir um problema é uma forma de cuidado, não de descaso.
Ao entrar na fase adulta, é natural sentir a necessidade de estabelecer uma identidade independente. Confiar excessivamente nos pais pode ser percebido, ainda que de forma subconsciente, como uma dependência que o indivíduo deseja reduzir.
Na teoria da individuação, manter certa distância emocional é parte essencial do processo de se tornar um adulto psicologicamente autônomo.
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Em muitos casos, a interrupção do diálogo ocorre por experiências de comunicação desconfortáveis no passado. Respostas condescendentes, comparações com terceiros ou soluções oferecidas de forma apressada podem afastar o filho.
Quando a necessidade de ser apenas ouvido não é atendida, cria-se uma incompatibilidade emocional, e o indivíduo aprende que o silêncio é o ambiente onde ele se sente mais seguro.
Pessoas com personalidades reflexivas e introspectivas preferem compreender suas emoções sozinhos antes de falar sobre elas. No campo da psicologia da personalidade, isso é conhecido como processamento emocional introvertido.
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Para esses filhos, a conexão consigo mesmos é mais forte quando não precisam compartilhar cada sentimento imediatamente.
A psicologia dos relacionamentos enfatiza que a proximidade não é medida apenas pela quantidade de confidências. Muitas pessoas expressam afeto de forma prática: garantindo o bem-estar dos pais, oferecendo ajuda no dia a dia ou estando presentes fisicamente.
Nesses casos, a falta de histórias compartilhadas não significa distanciamento, mas apenas uma linguagem diferente de construir intimidade.
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