Variedades

Fenômeno raro: Primeiro 'Anel de Fogo' de 2026 acontece em 17 de fevereiro

Saiba como o alinhamento entre Sol, Terra e Lua criará uma borda dourada no céu e veja as precauções para observar com segurança

Nathalia Alves

Publicado em 10/02/2026 às 16:15

Compartilhe:

Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Facebook Compartilhe no Twitter Compartilhe por E-mail

Embora o ápice ocorra na Antártida, brasileiros poderão notar uma / Stefan Seip, 2005/Aubrey Gemignani, 2017/NASA

Continua depois da publicidade

O ano de 2026 reserva grandes emoções para os entusiastas da astronomia, e o primeiro ato desse espetáculo já tem data marcada: 17 de fevereiro, uma terça-feira. Trata-se de um eclipse solar anular, fenômeno que transforma o Sol em um impressionante "anel de fogo" no céu.

Faça parte do grupo do Diário no WhatsApp e Telegram.
Mantenha-se bem informado.

O evento será visível em sua plenitude na Antártida, mas deixará rastros de parcialidade que poderão ser apreciados em partes da América do Sul e da África.

Continua depois da publicidade

Leia Também

• Pesquisa revela: Remédio comum para diabetes mantém os rins sempre jovens

• Mente protegida? Pesquisa liga uso de cannabis após os 40 anos a maior volume cerebral

• Pesquisa revela que pirâmide egípcia foi erguida com ajuda de 'máquina hidráulica'

A ciência por trás do "Anel de Fogo"

Segundo dados do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o eclipse solar anular ocorre devido a uma coincidência geométrica e orbital. Para que ele aconteça, a Lua precisa estar em seu apogeu, o ponto de sua órbita mais distante da Terra.

Nessa posição, o tamanho aparente da Lua no céu é ligeiramente menor que o do Sol. Por isso, ao se alinhar entre a Terra e a nossa estrela central, o disco lunar não consegue bloquear completamente a luminosidade solar.

Continua depois da publicidade

O resultado visual é uma borda dourada e brilhante que envolve a silhueta escura da Lua, criando a imagem que apelidou o fenômeno de "Anel de Fogo".

Onde e como observar?

Embora a faixa de anularidade (onde o anel é perfeito) atravesse áreas remotas da Antártida, o fenômeno poderá ser visto como um eclipse parcial em diversas regiões do Hemisfério Sul. No Brasil, dependendo da localização geográfica, observadores poderão notar uma pequena "mordida" no disco solar.

Vale lembrar que, diferentemente de um eclipse lunar, a observação do Sol exige proteção rigorosa. O uso de óculos escuros comuns, chapas de raio-X ou vidros esfumaçados é contraindicado e pode causar danos irreversíveis à retina. O ideal é o uso de filtros de soldador número 14 ou óculos astronômicos com certificação ISO.

Continua depois da publicidade

Um ano de fenômenos: O calendário de 2026

Se você perder o evento de fevereiro, 2026 ainda oferecerá outras três oportunidades para observar o balé cósmico entre Terra, Lua e Sol:

  • 3 de março – Eclipse Lunar Total: A famosa "Lua de Sangue". O satélite mergulhará na sombra da Terra (umbra), assumindo uma tonalidade avermelhada. Será visível em todas as Américas, Ásia e Austrália.
  • 12 de agosto – Eclipse Solar Total: Um dos eventos mais aguardados da década. O dia virará noite em países como Espanha, Islândia e Portugal.
  • 27 e 28 de agosto – Eclipse Lunar Parcial: Um encerramento discreto, mas belo, visível na Europa, África e em grande parte do continente americano.

 

Conteúdos Recomendados

©2026 Diário do Litoral. Todos os Direitos Reservados.

Software