Famosa marca que dominava o YouTube sumiu, mas ainda bate 25 bilhões de acessos por ano

Essa marca passou a acompanhar diversos videoclipes famosos durante um período, mas acabou sumindo da plataforma

A imagem mostra um plano médio da cantora Taylor Swift em um cenário iluminado de forma suave, com a marca d'água da Vevo no canto inferior esquerdo. Taylor Swift A cantora está posicionada do centro para o lado direito da tela, de perfil em três quartos, voltada para a esquerda. Ela tem pele clara e cabelos loiros longos, ondulados, com uma franja reta que cobre a testa. Sua boca está levemente aberta, como se estivesse falando. Ela veste um vestido sem mangas de tom claro, estampado com padrões florais ou arabescos em relevo na cor laranja claro. Cenário e Iluminação O fundo está obscurecido e fora de foco (efeito bokeh). Do lado esquerdo, atrás da cantora, há uma luminária ou candelabro decorativo com lâmpadas pequenas acesas que emitem um brilho suave e quente. Abaixo das luzes, notam-se algumas flores ou arranjos desfocados. A iluminação geral é dourada e incide suavemente sobre o rosto e o cabelo da artista. Elementos Gráficos No canto inferior esquerdo da imagem, há um retângulo preto horizontal que serve de base para o logotipo oficial da "vevo", escrito em letras minúsculas na cor branca.

Diversas cantoras tiveram suas canções levando esse selo no YouTube, entre elas Taylor Swift (YouTube/Reprodução)

Durante muitos anos, os clipes musicais de grandes astros como Katy Perry, U2 e Justin Bieber exibiam a marca Vevo no YouTube. Nesse sentido, o logotipo sumiu gradativamente das telas nos últimos tempos, gerando dúvidas no público. Diferente de outras marcas que faliram, a empresa continua na ativa, mas adotou um modelo de negócios totalmente reformulado.

Com o nome derivado do acrônimo “Video Evolution”, a companhia sobreviveu às transformações do mercado digital e mudou a forma de distribuir suas produções.

O nascimento da marca

A Vevo surgiu em dezembro de 2009, justamente no período em que o YouTube decolava e as gravadoras sofriam com a queda na venda de discos físicos. Dessa forma, a criação da marca representou uma estratégia perfeita para a indústria fonográfica da época.

A plataforma selou um acordo com a Universal Music Group, a Sony Music Entertainment e a EMI para fornecer um catálogo de clipes em alta definição ao YouTube, que funcionaria como seu principal canal de distribuição. De fato, o modelo previa a venda conjunta de publicidade para todo o conteúdo exibido na rede.

Apenas no primeiro mês de operação, a Vevo superou o MySpace Music e se tornou a maior plataforma musical dos Estados Unidos. No campo financeiro, o lucro médio de cada reprodução de videoclipe online saltou de 3 para mais de 30 dólares entre 2009 e 2013.

Divisão de lucros e crise interna

Apesar da audiência expressiva e do faturamento alto, a empresa enfrentou sérios problemas devido ao seu modelo de divisão de receitas. Além disso, o formato distribuía mais dinheiro para os parceiros do que para o próprio serviço.

Em um cenário onde a plataforma faturava US$ 250 milhões, por exemplo, 90% do montante ia para as gravadoras, o Google e as editoras musicais. Nessa matemática, a Universal e a Sony abocanhavam 55% do total, deixando apenas 10% com a Vevo.

Portanto, a companhia se transformou em um negócio que gerava riqueza apenas para os seus acionistas. Diante desse impasse financeiro, a direção contratou os bancos Goldman Sachs e The Raine Group em 2014 para encontrar um comprador. Como o mercado avaliou a empresa em US$ 1 bilhão, nenhum investidor apareceu, forçando a marca a buscar rentabilidade por conta própria.

Quais músicos usaram a Vevo no YouTube?

Passe na galeria abaixo e descubra alguns deles:

A tentativa frustrada no streaming

Com a consolidação da era do streaming em abril de 2015, o novo CEO da Vevo, Erik Huggers (conhecido por criar o BBC iPlayer), tentou construir aplicativos próprios para celulares e televisores. O objetivo principal era reduzir a dependência do YouTube e pavimentar o caminho para um serviço de assinatura paga.

A equipe desenvolveu os sistemas para iOS, Android e smart TVs, mas o projeto acabou cancelado em fevereiro de 2017. Consequentemente, Huggers deixou o cargo, abrindo espaço para uma forte onda de demissões e reestruturações internas.

A virada silenciosa

Após o recuo estratégico, o YouTube migrou os inscritos de canais icônicos como RihannaVEVO e KatyPerryVEVO para os novos Canais Oficiais de Artistas em janeiro de 2018. Na mesma época, a Google relançou o YouTube Music como um serviço pago, absorvendo a ideia original da concorrente.

Mesmo perdendo esse espaço, a Vevo conseguiu alcançar o lucro pela primeira vez em sua história ao mudar de foco. A empresa migrou seus esforços do YouTube para o mercado de smart TVs e canais FAST, que oferecem programação gratuita financiada por anúncios. Curiosamente, esse modelo foi seguido pela Samsung que oferece mais de 100 canais grátis em sua televisão.

Por fim, com uma biblioteca de aproximadamente 900 mil videoclipes, a marca gera atualmente cerca de 25 bilhões de reproduções mensais longe dos holofotes da internet de bolso.