Segundo a escritora a maior virtude de Elon Musk não é apenas o trabalho duro mas a coragem de recusar o que os outros esperam dele. / Reprodução/ Evan Agostini
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Há alguns anos, a escritora Justine Musk, ex-esposa do bilionário Elon Musk, revelou um dos princípios que, segundo ela, ajudaram a moldar o sucesso do fundador da Tesla e da SpaceX.
Mãe de seis dos 11 filhos do empresário e companheira durante um período decisivo de sua trajetória, Justine teve contato direto com a forma de pensar que guiou a ascensão do magnata.
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Em uma palestra no TEDx, em 2014, ela chamou a atenção para uma característica que considerava fundamental: a capacidade firme de dizer “não”. Segundo Justine, ao acompanhar de perto a rotina do então marido, duas atitudes se destacavam. “Ele trabalhava muito mais do que a média e dizia não com muita frequência”, relatou ao público.
Para a escritora, essa postura não tinha relação com falta de educação ou frieza. Tratava-se de uma escolha consciente para proteger tempo, energia e atenção.
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“Ele dizia não às pessoas que queriam esses recursos. Era uma forma de preservá-los para direcionar tudo aos próprios objetivos”, explicou. “Atrás de cada não, existe um sim mais profundo para aquilo que você realmente quer.”
Justine afirmou que essa percepção mudou sua maneira de lidar com limites e prioridades. “O seu sim profundo é o seu direito de sonhar”, disse, ao refletir sobre a importância de escolher com clareza onde investir esforço e foco.
Autora de seis livros, Justine também analisou como a sociedade influencia a dificuldade de dizer não. Segundo ela, crianças usam essa palavra com naturalidade para afirmar sua individualidade, mas esse comportamento costuma ser reprimido ao longo do tempo, especialmente na adolescência, quando surgem críticas e julgamentos.
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Para a escritora, dizer não não é um ato de egoísmo, mas uma forma de estabelecer limites claros. Ela define essa atitude como uma “fronteira luminosa”, que ajuda a separar as próprias necessidades das expectativas alheias, permitindo decisões mais conscientes e intencionais.
A reflexão de Justine Musk encontra eco em outros nomes conhecidos do mundo da inovação. Em 1997, Steve Jobs resumiu o mesmo princípio ao afirmar que “focar é dizer não”. A capacidade de recusar o que é secundário para priorizar o essencial aparece como um ponto em comum entre líderes e visionários de grande impacto.
Mesmo uma década após ter sido apresentada, a mensagem de Justine Musk segue atual. Em um cenário marcado por excesso de demandas, distrações constantes e pressão por disponibilidade, o poder do “não” deixa de ser apenas uma recusa.
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Passa a representar um compromisso com o que realmente importa, ajudando a definir objetivos, preservar energia e manter o foco em escolhas alinhadas aos próprios valores.