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Ex-BBB processa Globo em R$ 4,2 milhões e pede anulação de expulsão

Defesa alega que emissora negligenciou transtorno bipolar do participante e contesta enquadramento de saída após episódio de importunação sexual

Nathalia Alves

Publicado em 19/03/2026 às 17:15

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Ex-participante pede indenização milionária por danos morais / Divulgação

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O ex-participante do Big Brother Brasil, Pedro Henrique, decidiu levar à Justiça sua saída conturbada do reality show. O paranaense protocolou uma ação contra a TV Globo, solicitando uma indenização de R$ 4,2 milhões por danos morais e materiais, além da anulação da rescisão de seu contrato com a emissora.

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O processo alega que o participante foi tratado de forma injusta durante os acontecimentos que culminaram em seu desligamento da atração.

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A controvérsia teve início em janeiro, após um episódio envolvendo acusação de importunação sexual contra a participante Jordana, situação que foi transmitida em tempo real para o público.

Embora Pedro Henrique tenha acionado voluntariamente o botão de desistência, a emissora optou por enquadrar sua saída como expulsão por violação de regras. Na época, o apresentador Tadeu Schmidt chegou a afirmar que, se o participante não tivesse desistido, seria retirado pela produção.

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Conhecimento prévio e negligência

Na ação, a defesa sustenta que a produção do programa tinha conhecimento prévio de problemas psiquiátricos do participante.

Segundo documentos anexados ao processo, a família de Pedro Henrique afirmou que alertou a Globo sobre o quadro de transtorno bipolar e chegou a solicitar sua retirada do reality, mas o pedido não foi atendido sob a justificativa de que ele estava bem após atendimento.

Laudos médicos foram apresentados para reforçar a alegação de que o ex-BBB já enfrentava problemas de saúde mental antes do confinamento. Após deixar o programa, ele foi internado em uma clínica psiquiátrica no interior do Paraná.

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Discriminação e prejuízos à imagem

O ex-participante também contesta a forma como as imagens do ocorrido foram analisadas e divulgadas ao público, alegando que houve impacto negativo significativo em sua reputação. Ele afirma temer não conseguir reconstruir sua vida após a exposição do caso.

A defesa argumenta que Pedro foi discriminado pela emissora. "Outros desistentes mantiveram seus acordos normalmente e Pedro foi discriminado", afirma um trecho do documento.

O ex-BBB não recebeu qualquer valor referente aos dias em que ficou confinado, nem os cachês previstos em contrato, e também perdeu o vínculo de representação comercial nas redes sociais.

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A defesa sustenta que não houve descumprimento de cláusulas contratuais por parte do paranaense e que a rescisão foi injusta. O valor pedido na ação, R$ 4,2 milhões, se aproxima do prêmio final do programa, estimado em R$ 5,5 milhões, e também corresponde à multa contratual estipulada em caso de rescisão.

Desdobramentos criminais

O episódio que levou à saída de Pedro Henrique também gerou consequências na esfera criminal. No início de fevereiro, ele foi indiciado por importunação sexual pela Delegacia de Atendimento à Mulher de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro.

A investigação teve como base a análise técnica e pericial das imagens do programa. Segundo a polícia, Pedro não foi ouvido durante a investigação por não ter sido localizado, já que estava internado na clínica psiquiátrica. O caso foi encaminhado ao Ministério Público.

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O outro lado

Procurada pela reportagem, a TV Globo manteve sua postura habitual e não comentou sobre o processo. Os advogados de Pedro Henrique confirmaram a ação, mas também não quiseram se pronunciar sobre o caso.

A ação judicial acrescenta um novo capítulo à polêmica envolvendo o participante, que marcou a atual edição do reality e reacendeu debates sobre os limites dos programas do gênero e a responsabilidade das emissoras com a saúde mental dos participantes.

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