Ciclos de aquecimento e resfriamento moldaram a rocha vulcânica de forma simétrica / Reprodução/Imagem feita por IA
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Uma equipe de cientistas a bordo da embarcação Nautilus, em uma expedição organizada pela ONG Ocean Exploration Trust, descobriu um curioso caminho submarino enquanto explorava uma antiga cadeia de vulcões subaquáticos no Pacífico.
O achado, registrado em vídeo e divulgado pela equipe, foi ironicamente apelidado de "estrada para Atlântida" e também chamado de "estrada de tijolos amarelos" , em referência ao clássico "O Mágico de Oz".
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A descoberta ocorreu durante a exploração do cume do vulcão Nootka Seamount, localizado no Monumento Nacional Marinho Papahānaumokuākea, na região noroeste do Havaí.
Segundo reportou o site CNET, embora curiosa e visualmente impressionante, a estrutura não é uma rua pavimentada que leva a uma nova civilização. Na verdade, trata-se de uma formação natural resultante da atividade geológica da região.
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Os pesquisadores explicaram que o material encontrado é composto de hialoclastita, uma rocha geralmente formada em erupções vulcânicas de alta energia, onde ocorre a deposição de fragmentos.
O formato que lembra tijolos foi causado pela fratura quase uniforme da rocha vulcânica, resultado de repetidos ciclos de aquecimento e resfriamento ao longo da atividade dos vulcões.
“O que pode parecer uma ‘estrada de tijolos amarelos’ para a mítica cidade de Atlântida é realmente um exemplo de antiga geologia vulcânica ativa”, explicou a Ocean Exploration Trust em nota oficial.
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Hialoclastita e ciclos de resfriamento moldaram a rocha de forma geométrica/DivulgaçãoA formação foi documentada por um veículo subaquático operado remotamente (ROV) durante a expedição científica. As imagens foram transmitidas em tempo real para a equipe de pesquisa, que acompanhava a operação à distância.
O áudio captado durante o registro mostra reações de surpresa dos cientistas diante do padrão inesperado. Apesar da aparência organizada, não havia qualquer evidência de intervenção humana no local.
Os especialistas coletaram amostras durante a expedição para entender melhor o fenômeno. “Nossa exploração desta área nunca antes pesquisada está ajudando os cientistas a examinar mais profundamente a vida nas encostas rochosas desses antigos e profundos montes submarinos”, ressaltou a organização.
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A ONG completou que “esses estudos ajudarão a fornecer informações básicas sobre as comunidades vivas dos montes submarinos que podem informar as medidas de manejo e conservação”. Confira algumas imagens.
A lenda da cidade submersa de Atlântida remonta aos "Diálogos" do filósofo Platão, escritos em 360 a.C., sendo esse o primeiro e mais antigo registro sobre a suposta cidade perdida.
No conto, Atlântida funciona como uma metáfora para as consequências da corrupção do poder, da riqueza e da agressividade da indústria, e não como um relato histórico ou geográfico.
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Até hoje, nenhuma evidência geológica ou arqueológica confirmou a existência de uma cidade submersa com o nome de Atlântida. A descoberta da "estrada de tijolos amarelos" no fundo do Pacífico, por mais curiosa que seja, permanece dentro do campo da geologia, e não da arqueologia.