Variedades

'Estrada para Atlântida': Cientistas filmam estrada de tijolos em local nunca antes explorado

Estudo de montes submarinos revela segredos da vida nas profundezas do Havaí

Nathalia Alves

Publicado em 06/04/2026 às 18:15

Compartilhe:

Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Facebook Compartilhe no Twitter Compartilhe por E-mail

Ciclos de aquecimento e resfriamento moldaram a rocha vulcânica de forma simétrica / Reprodução/Imagem feita por IA

Continua depois da publicidade

Uma equipe de cientistas a bordo da embarcação Nautilus, em uma expedição organizada pela ONG Ocean Exploration Trust, descobriu um curioso caminho submarino enquanto explorava uma antiga cadeia de vulcões subaquáticos no Pacífico.

Faça parte do grupo do Diário no WhatsApp e Telegram.
Mantenha-se bem informado.

O achado, registrado em vídeo e divulgado pela equipe, foi ironicamente apelidado de "estrada para Atlântida" e também chamado de "estrada de tijolos amarelos" , em referência ao clássico "O Mágico de Oz".

Continua depois da publicidade

Leia Também

• 'Frota fantasma': o maior museu submerso do mundo está sumindo e o motivo preocupa especialistas

• Arqueólogos encontram megaestrutura submersa de 7 mil anos mais antiga que as pirâmides de Gizé

• Cientistas descobrem 'cidade de polvos' que desafia décadas de teorias biológicas

A descoberta ocorreu durante a exploração do cume do vulcão Nootka Seamount, localizado no Monumento Nacional Marinho Papahānaumokuākea, na região noroeste do Havaí.

Nada de civilização perdida

Segundo reportou o site CNET, embora curiosa e visualmente impressionante, a estrutura não é uma rua pavimentada que leva a uma nova civilização. Na verdade, trata-se de uma formação natural resultante da atividade geológica da região.

Continua depois da publicidade

Os pesquisadores explicaram que o material encontrado é composto de hialoclastita, uma rocha geralmente formada em erupções vulcânicas de alta energia, onde ocorre a deposição de fragmentos.

O formato que lembra tijolos foi causado pela fratura quase uniforme da rocha vulcânica, resultado de repetidos ciclos de aquecimento e resfriamento ao longo da atividade dos vulcões.

“O que pode parecer uma ‘estrada de tijolos amarelos’ para a mítica cidade de Atlântida é realmente um exemplo de antiga geologia vulcânica ativa”, explicou a Ocean Exploration Trust em nota oficial.

Continua depois da publicidade

Hialoclastita e ciclos de resfriamento moldaram a rocha de forma geométrica/Divulgação

Exploração inédita e ciência em tempo real

A formação foi documentada por um veículo subaquático operado remotamente (ROV) durante a expedição científica. As imagens foram transmitidas em tempo real para a equipe de pesquisa, que acompanhava a operação à distância.

O áudio captado durante o registro mostra reações de surpresa dos cientistas diante do padrão inesperado. Apesar da aparência organizada, não havia qualquer evidência de intervenção humana no local.

Os especialistas coletaram amostras durante a expedição para entender melhor o fenômeno. “Nossa exploração desta área nunca antes pesquisada está ajudando os cientistas a examinar mais profundamente a vida nas encostas rochosas desses antigos e profundos montes submarinos”, ressaltou a organização.

Continua depois da publicidade

A ONG completou que “esses estudos ajudarão a fornecer informações básicas sobre as comunidades vivas dos montes submarinos que podem informar as medidas de manejo e conservação”. Confira algumas imagens. 

Atlântida

A lenda da cidade submersa de Atlântida remonta aos "Diálogos" do filósofo Platão, escritos em 360 a.C., sendo esse o primeiro e mais antigo registro sobre a suposta cidade perdida.

No conto, Atlântida funciona como uma metáfora para as consequências da corrupção do poder, da riqueza e da agressividade da indústria, e não como um relato histórico ou geográfico.

Continua depois da publicidade

Até hoje, nenhuma evidência geológica ou arqueológica confirmou a existência de uma cidade submersa com o nome de Atlântida. A descoberta da "estrada de tijolos amarelos" no fundo do Pacífico, por mais curiosa que seja, permanece dentro do campo da geologia, e não da arqueologia.

Conteúdos Recomendados

©2026 Diário do Litoral. Todos os Direitos Reservados.

Software