‘Todo Mundo em Pânico’ chegou aos cinemas nas versões dublada e legendada. Naturalmente, boa parte dos brasileiros vai conferir a primeira opção por conta do fator nostalgia e pela presença dos dubladores Priscila Amorim, Marisa Leal, Jorge Lucas e Duda Ribeiro, que voltam a dar voz aos personagens Cindy, Brenda, Shorty e Ray após 25 anos do primeiro filme.
Entretanto, uma dúvida permeia os fãs mais ávidos: a versão dublada traz grandes mudanças nas piadas originais para adaptá-las ao Brasil? A resposta é não.
Há mudanças na adaptação?
A exemplo dos capítulos anteriores da saga, a dublagem não altera o linguajar ou os tópicos abordados pelos personagens. Pelo contrário, ele deixa algumas piadas com a famosa “versão brasileira”, ou seja, trazer o humor com foco no linguajar da nossa nação.
Um exemplo mais claro ocorre nos primeiros minutos, quando a personagem de Teyana Taylor faz breves piadas mencionando o “Bolsa Família” e o fato de o público brasileiro preferir produções dubladas em vez de legendadas. Na versão original, são feitas piadas sobre racismo e sobre o respectivo personagem que está falando com ela no telefone não saber ler.
Quais piadas o filme faz?
No último mês de abril, durante a CinemaCon, os atores Marlon Wayans, Shawn Wayans e Anna Faris exibiram uma lista gigante de “pessoas que vão se ofender com o filme”.
De fato, o novo “Todo Mundo em Pânico” promove uma verdadeira enxurrada de zoeiras, incluindo piadas com temas como:
- Pandemia da Covid-19
- Movimento #MeToo
- ChatGPT
- OnlyFans
- Transmissões ao vivo de criadores de conteúdo
- Arquivos de Jeffrey Epstein
- Invasão ao Capitólio
- Geração Z e suas gírias
- Reboots desnecessários do cinema
- Pautas de sexualidade e suas siglas
- Religião
- Produções coreanas
Censura 18 anos
Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, órgão responsável por definir as Classificações Indicativas para filmes, séries e produtos audiovisuais lançados no Brasil, ‘Todo Mundo em Pânico’ possui sequências que envolvem “nudez, violência, sexo, drogas, mortes e mutilação”.
Com exceção do primeiro e do terceiro caso, os outros apresentam um grau de incidência alto. Ou seja, o público pode esperar que este seja o filme mais pesado a estrear nos cinemas em 2026.
Essas descrições ocorrem porque a narrativa satiriza produções como “A Substância”, “Terrifier”, “A Hora do Mal” e “Midsommar”. Esses longas também carregam uma classificação indicativa que proíbe a exibição para menores de idade.
Veja mais detalhes sobre o que acontece no filme na galeria abaixo:
Sobre o filme
A história traz de volta o quarteto central dos dois filmes originais: Cindy (Anna Faris), Brenda (Regina Hall), Shorty (Marlon Wayans) e Ray (Shawn Wayans), que precisam combater uma nova ameaça do Ghostface.
Dentro deste cenário, o título fará sátiras a produções como os dois últimos “Pânico”, “Longlegs”, “Pecadores”, “A Substância”, “A Hora do Mal” e muitos outros sucessos recentes do cinema.
Onde assistir
“Todo Mundo em Pânico” já está em exibição nos cinemas brasileiros, em cópias dubladas e legendadas






