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'Divórcio do sono': Entenda por que os casais estão preferindo dormir em quartos separados

Prática ajuda na regulação emocional e reduz irritabilidade; especialistas explicam como manter a conexão mesmo sem dividir o mesmo colchão

Luna Almeida

Publicado em 17/03/2026 às 20:48

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Segundo o levantamento, 18% dos entrevistados adotaram o chamado 'divórcio do sono' / Freepik/wayhomestudio

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O sono noturno tem impacto direto não apenas na saúde física e mental, mas também na qualidade dos relacionamentos. Dados da Pesquisa Global do Sono mostram que quase um quinto dos casais já optou por dormir em quartos separados devido a problemas relacionados ao descanso.

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Segundo o levantamento, 18% dos entrevistados adotaram o chamado “divórcio do sono”, prática que consiste em dormir em camas ou ambientes diferentes para evitar interrupções durante a noite. 

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Entre os principais motivos estão o ronco, a movimentação constante durante o sono e as diferenças nos horários de dormir, fatores que podem transformar o momento de descanso em uma experiência desconfortável.

De acordo com a especialista em sono Daniela Escalona, da Emma Mattress, a qualidade do descanso influencia diretamente diversos aspectos da vida diária. A especialista explica que dormir bem proporciona mais energia ao longo do dia, facilita a regulação emocional e melhora a comunicação nos relacionamentos.

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Ela afirma que dormir na mesma cama faz parte da rotina de muitos casais, mas ressalta que, quando o descanso é interrompido por roncos, pela movimentação excessiva ou por diferenças nos horários de sono, o que deveria ser um momento de relaxamento pode se tornar desconfortável. 

Nesse contexto, cuidar da qualidade do sono também contribui para a manutenção de um relacionamento mais equilibrado.

Os resultados do estudo indicam que os efeitos da prática variam entre os casais. Parte deles relata melhora na relação após a decisão de dormir separado, enquanto outro grupo percebe uma piora. 

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As percepções também se dividem quando o assunto é a vida íntima, que pode tanto apresentar melhora quanto sofrer impactos negativos, dependendo da dinâmica do casal.

Além disso, o estudo alerta para os efeitos da privação de sono no convívio diário. Dormir mal pode aumentar a irritabilidade, reduzir a tolerância à frustração e prejudicar a concentração, fatores que contribuem para tensões no ambiente familiar e dificuldades na comunicação.

Diante desse cenário, especialistas destacam que cada casal pode buscar soluções que priorizem o descanso sem comprometer a conexão emocional. Em muitos casos, ajustes na rotina noturna ou no ambiente de sono já ajudam a reduzir as interrupções.

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Entre as alternativas estão o uso de colchões projetados para diminuir a transferência de movimento, permitindo que um parceiro se mexa sem afetar o outro, além de acessórios como tampões de ouvido, máscaras de dormir e até o uso de cobertores separados, que atendem a diferentes preferências de temperatura.

Essas estratégias mostram que é possível encontrar um equilíbrio entre o descanso individual e a proximidade emocional, reforçando que priorizar a qualidade do sono não significa, necessariamente, abrir mão da relação.

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