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Em entrevista, o astro expressa seu maior medo sobre o streaming: o fim dos filmes autorais e inovadores nas telonas. Seu diretor, Paul Thomas Anderson, concorda
Astro vê dramas sumindo das salas rápido e teme pelo futuro de filmes visionários. / Valerie Macon/AFP
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O ator Leonardo DiCaprio, de 51 anos, expressou preocupação com o futuro das salas de cinema em meio à crescente dominância das plataformas de streaming. Em entrevista ao jornal britânico The Times, o astro questionou se o público ainda mantém o "apetite" pela experiência coletiva de assistir a filmes nas telonas.
DiCaprio descreveu a transformação pela qual Hollywood passa como "impressionante" e citou uma tendência preocupante.
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"Primeiro, os documentários desapareceram dos cinemas. Agora, os dramas ficam pouquíssimo tempo em cartaz e as pessoas preferem esperar para assistir nos streamings". Ele chegou a especular se os cinemas poderiam se tornar, no futuro, espaços de nicho, "como bares de jazz".
O diretor Paul Thomas Anderson, que trabalha com DiCaprio no próximo filme "Uma Batalha Após a Outra", endossou a preocupação, descrevendo o momento atual como "uma queda de braço" entre o modelo tradicional e o digital.
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O maior receio do ator, no entanto, é que essa mudança de hábitos afaste das salas de cinema justamente os filmes mais inovadores e autorais.
"Espero que as pessoas que são verdadeiras visionárias continuem tendo oportunidades de fazer coisas únicas no futuro e que essas obras sejam vistas no cinema", afirmou DiCaprio. "Mas isso ainda está em aberto".
A declaração do astro reflete um debate cada vez mais urgente na indústria cinematográfica, que busca equilibrar a conveniência do streaming com a magia e o impacto cultural da experiência cinematográfica tradicional.
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