Cultura
Influenciadora trocou costeiro durante desfile e ainda viu seu tapa-sexo soltar na Sapucaí; regulamento prevê perda de décimos na apuração
Costeiro de 12 quilos de Virgínia precisou ser retirado durante o desfile / Reprodução/Instagram
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A estreia de Virginia Fonseca como rainha de bateria da Acadêmicos do Grande Rio ganhou um capítulo extra no último dia de desfiles na Sapucaí.
Após desfilar sem o costeiro original e enfrentar problemas com o tapa-sexo, a influenciadora passou a ser o centro de uma discussão técnica: a escola pode perder pontos por causa da fantasia?
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O caso reacendeu um debate recorrente no Carnaval: até que ponto alterações no figurino durante o desfile impactam a nota no quesito Fantasia — um dos critérios mais sensíveis na apuração.
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Durante a passagem da bateria, Virgínia teria retirado o costeiro — adereço traseiro volumoso que compunha a concepção original da fantasia — após relatar desconforto pelo peso. O acessório, segundo relatos, chegava a cerca de 12 kg.
Além disso, o tapa-sexo apresentou instabilidade ao longo do desfile, exigindo ajustes enquanto ela atravessava a avenida.
Embora a apresentação tenha seguido normalmente, o fato de a rainha passar diante de jurados sem parte relevante da fantasia levanta questionamentos técnicos sobre possível desconto de décimos.
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Veja abaixo imagens da rainha de bateria ainda com o costeiro de 12 quilos:
No julgamento do Carnaval carioca, o quesito Fantasia avalia principalmente:
Concepção – alinhamento com o enredo proposto pelo carnavalesco
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Realização – acabamento, integridade e fidelidade ao projeto original
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A retirada de um elemento estrutural da fantasia pode ser interpretada como quebra da concepção prevista, especialmente se comprometer a leitura visual da proposta artística.
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Contudo, há um detalhe importante: os jurados avaliam por módulos. Se a alteração ocorreu diante de apenas um setor de jurados, somente aquele módulo pode considerar a ausência na atribuição da nota.
Não há punição automática, mas existe risco concreto de perda de décimos caso o avaliador entenda que houve descaracterização do figurino.
Outro ponto levantado nas redes sociais foi a possibilidade de punição por nudez. Pelo regulamento, exposição explícita pode gerar penalização. No entanto, relatos indicam que não houve exposição integral, o que afasta sanção automática nesse aspecto.
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A discussão, portanto, concentra-se na integridade da fantasia e não em eventual infração por nudez.
Em desfiles competitivos como os da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro, a diferença entre campeã e vice costuma ser mínima — muitas vezes decidida por um único décimo.
Embora a rainha de bateria não seja julgada isoladamente como ala, sua fantasia integra o conjunto visual da escola. Se o jurado entender que houve descaracterização relevante, a nota pode refletir essa avaliação.
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O episódio dividiu opiniões. Parte do público defendeu a decisão diante do peso e do esforço físico exigido. Outros apontaram que, no Carnaval, a disciplina técnica é coletiva e qualquer modificação representa risco para toda a agremiação.
O caso também reacende um debate mais amplo sobre o equilíbrio entre espetáculo individual e responsabilidade com o projeto artístico da escola.
Ainda é cedo para afirmar qualquer impacto concreto na nota da Acadêmicos do Grande Rio. Tudo dependerá da leitura dos jurados no módulo em que a alteração ocorreu.
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Mas uma coisa é certa: no Carnaval, cada detalhe conta — e, na Sapucaí, um décimo a menos pode decidir a campeã da folia.