SP está perto de ter seu primeiro santo, o ‘menino milagreiro’ da Consolação; o que falta?

O processo de canonização de Antoninho da Rocha Marmo está em análise pelo Vaticano, que já o reconheceu como 'Servo de Deus'

O menino Antoninho está próximo de ser reconhecido como o 1º santo de SP

O menino Antoninho está próximo de ser reconhecido como o 1º santo de SP | Imagem ilustrativa/IA/Gemini

O Cemitério da Consolação, em São Paulo, é famoso por seus mausoléus luxuosos e figuras históricas. No entanto, o túmulo que costuma atrair o maior número de devotos é de uma criança: Antoninho da Rocha Marmo.

Morto aos 12 anos em 1930, o menino está em pleno processo de canonização no Vaticano. Se o processo for concluído, ele poderá se tornar o primeiro santo nascido na capital paulista (o primeiro santo brasileiro, Frei Galvão, nasceu em Guaratinguetá).

Quem foi o “Santo Antoninho”?

Nascido no bairro da Aclimação em 1918, Antoninho chamava a atenção desde cedo por sua religiosidade. Mesmo criança, ele “brincava” de celebrar missas e dava aulas de catequese para outras crianças.

Aos 9 anos, contraiu tuberculose. Durante o tratamento, mudou-se para o clima de São José dos Campos e Campos do Jordão. Mesmo debilitado, ele idealizou a criação de um hospital para atender crianças pobres com a mesma doença.

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Um desejo que virou realidade

Antoninho faleceu em 21 de dezembro de 1930, sem ver sua obra pronta. Contudo, seu pedido foi atendido: em 1952, foi inaugurado o Hospital Infantil Antoninho da Rocha Marmo, em São José dos Campos, que hoje é referência em atendimento pediátrico e maternidade.

Por décadas, seu jazigo na Consolação foi coberto de placas de “graça alcançada”, flores e brinquedos, consolidando sua fama de milagreiro entre os paulistanos.

Como está o processo de canonização hoje?

Atualmente, Antoninho possui o título de Servo de Deus, concedido pela Igreja Católica em 2007. O processo está na fase da Positio, onde o Vaticano analisa detalhadamente suas virtudes e a fama de santidade.

Em outubro de 2021, houve um marco importante: seus restos mortais foram exumados da Consolação e transferidos para a Capela de Nossa Senhora da Saúde, dentro do hospital que ele idealizou no interior paulista.

No Cemitério da Consolação, permanece um memorial simbólico onde devotos ainda acendem velas e fazem orações, aguardando o dia em que o “Menino da Consolação” será oficialmente elevado aos altares.

Fontes pesquisadas:

Vatican News / Dicastério para as Causas dos Santos;

Arquidiocese de São Paulo (Jornal O São Paulo);

Diocese de São José dos Campos;

Hospital Antoninho da Rocha Marmo (Site Oficial);

Agência Brasil e G1 Vale do Paraíba.