Interrupção de peça será denunciada ao MP e Direitos Humanos

O grupo de teatro Trupe Olho da Rua apresentavam o espetáculo "Blitz", que faz críticas à Polícia Militar, quando foram interrompidos pelos policiais

A interrupção do espetáculo Blitz – O império que nunca dorme”, da Trupe Olho da Rua, pela Polícia Militar, no final da tarde do último domingo (30), na Praça dos Andradas, em Santos, acarretando a prisão do diretor da peça, Caio Martinez Pacheco e apreensão de todo o material cênico, além do celular de expectador, será denunciada ao Ministério Público e a Comissão Estadual dos Direitos Humanos.

Continua após a publicidade

A informação foi dada ontem, numa coletiva de Imprensa, realizada na regional de Santos do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo, no Centro, pela Trupe, que já conta com apoio de vários coletivos artísticos da Cidade e região. Na quinta-feira, às 14 horas, o grupo fará uma apresentação-denúncia da Assembleia Legislativa do Estado (Alesp) e, às 18 horas, na Câmara de Santos, que deve receber inúmeros artistas.

O vereador Evaldo Stanislau (Rede), presente na coletiva, vai se manifestar em defesa dos artistas e da liberdade de expressão. “O que ocorreu no último domingo foi inadmissível, antidemocrático e jamais pode ocorrer novamente. Um verdadeiro retrocesso”, desabafou o parlamentar.

Continua após a publicidade

Espetáculo interrompido 

A peça de teatro ‘Blitz’, apresentada na Praça dos Andradas, foi interrompida por policiais militares, no fim da tarde deste domingo (31). 

Continua após a publicidade

No momento da ação da PM, a bandeira do Brasil estava hasteada de cabeça para baixo e o hino nacional era tocado. Os atores também estavam vestindo fardas e saias.Na confusão, o ator Caio Martinez Pacheco foi detido e levado ao 1º Distrito Policial de Santos. Os policiais apreenderam celulares e equipamentos do grupo de teatro, como caixas de som e instrumentos musicais.

Segundo a Polícia Civil, os PMs disseram que a apresentação era uma afronta. Pacheco postou em uma rede social que foi detido por desacato, resistência e desrespeito aos símbolos nacionais. 

Continua após a publicidade

*Com informações da Reportagem e Folhapress