III Semana Tereza de benguela “femenageia” a Casa de Cultura da Mulher Negra e Alzira Rufino

O evento tem como discutir sobre a tripla discriminação (de raça, gênero e classe) a que são submetidas as mulheres negras brasileiras e outros temas voltados às mulheres negras

Realizada desde 2019, com pausa somente em 2020 e 2021 por causa da pandemia, neste ano acontece de 25 de julho a 01 de agosto na Baixada Santista

Realizada desde 2019, com pausa somente em 2020 e 2021 por causa da pandemia, neste ano acontece de 25 de julho a 01 de agosto na Baixada Santista | Divulgação

Neste ano, o tema será “Legado e Ancestralidade. Alzira Rufino – A Casa de Cultura da Mulher Negra – Quilombo Urbano Santista”, uma lembrança póstuma à pessoa e ao espaço que criou e manteve com sua força criativa, intelectual e política. A criadora da Casa de Cultura da Mulher Negra, Alzira Rufino, foi precursora do feminismo negro brasileiro.

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A III Semana Tereza de Benguela que faz parte da programação estadual do Julho das Pretas começa no dia 25 de julho e segue até 01 de agosto.  Acontece em várias cidades da Baixada Santista, como Bertioga, Cubatão, Guarujá, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande, Santos e São Vicente.

Em 25 de julho, a partir das 12 horas, em Santos, acontecerá a atividade de boas-vindas às alunas da ETEC Dona Escolástica Rosa (Avenida Senador Feijó, 340), que foram vítimas de racismo no primeiro semestre deste ano.

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Em seguida, as mulheres das entidades organizadoras da III Semana Tereza de Benguela somam na Marcha das Mulheres Negras de São Paulo, que ocorrerá na capital no mesmo dia, a partir das 18 horas, saindo da Praça da República. O mote da Marcha das Mulheres Negras de São Paulo, construída a partir da articulação de diversas entidades de mulheres negras do estado, é: 

Mulheres Negras em marcha por um Brasil com democracia, sem racismo, sem violência, sem anistia para os fascistas. Justiça por Marielle Franco e Luana Barbosa. Por nós, por todas nós e pelo bem viver!

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Ocupando diversos espaços na região, dia 26 de julho, a partir das 19 horas, no Centro Cultural da Prainha (Rua Quarta com Projetada A – Prainha – Vicente de Carvalho), em Guarujá inicia as atividades com Roda de conversa e sarau. Trancistas e religiosidade: aprendizado da Casa de Cultura da Mulher Negra.

Cubatão é a próxima cidade da programação em 27 de julho, a partir das 17 horas, o Anfiteatro da Câmara (Rua dos Emancipadores, s/n- Centro/Cubatão) abriga a mesa “A relevância da representação da Casa de Cultura da Mulher Negra e Alzira Rufino na participação da Conferência de Durban Contra o Racismo em 2001”.

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Em 28 de julho, na sexta-feira, a partir das 17h, Bertioga entra em cena. A mesa III Encontro Feminista Latino-americano em Bertioga – Alzira Rufino, percussora do Feminismo Negro Brasileiro. Na OAB Bertioga (Avenida Anchieta, 141, Centro).

No sábado, 29 de julho, as ações acontecem em duas cidades. Às 12h30, Praia Grande realiza a Oficina Escrita de si, no Núcleo Alzira Rufino (Avenida Milena Petruch, s/n- Jardim Melvi/Praia Grande) e, no mesmo horário, Santos convida para a feijoada para rememorar àquela que acontecia na Casa de Cultura da Mulher Negra.

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Após a feijoada é a vez do Samba Delas, com a presença da cantora Abecca. A atividade é organizada pelas Promotoras Legais Populares (PLPs) em prol da formatura da quarta turma em formação e acontece conjuntamente com o Sarau das Pretas, organizado pelo Coletivo Feminista Classista Maria vai com as Outras, encerra as atividades do sábado recebendo artistas da região, com microfone aberto para todas aquelas que usam a voz e a palavra como forma de luta. No Sindicato dos Bancários de Santos e Região. 

No domingo, 30 de julho, das 10 às 12h, Peruíbe realiza a Roda de Leitura on-line: Alzira Rufino: Escrever e Resistir.
 
Na segunda-feira, 31 de julho, a partir das 17 horas, na Vila de São Vicente (Praça João Pessoa/Centro/São Vicente), é a vez de São Vicente receber a mesa temática Revista Eparrei: a importância da comunicação na construção das nossas memórias. Registro das realizações da Casa de Cultura da Mulher Negra. Apresentação da multiartista Carla Riesco.

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A III Semana Tereza de Benguela encerra as atividades no dia 01 de agosto, das 17h30 às 20h30 com a mesa *O Legado de Alzira Rufino para o Feminismo Amefricano, na sede da OAB Santos (Praça José Bonifácio, 55), uma femenagem à Casa de Cultura da Mulher Negra e à Alzira Rufino. Exposição fotográfica de Dayse Pacífico e mostra do Coletivo Linhas de Santos.

Apesar do encerramento da Semana, o Núcleo Educafro Alzira Rufino (Avenida Milena Petruch, s/n- Jardim Melvi/Praia Grande) está viabilizando data para a  Oficina: “Escrita de Si”.

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A Semana Tereza de Benguela é organizada por diversas entidades e coletivos de mulheres negras e tem o apoio de diversas entidades da Baixada Santista. 

SERVIÇO

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Outras informações pode ser obtidas pelos telefones: Cidinha Santos (13) 99761 3779, Dida Dias (19) 99781 7226 e Helena Pontes (13) 99730 3629

PROGRAMAÇÃO:

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SANTOS

25 de julho: 12 horas

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Boas-vindas às alunas da ETEC Dona Escolástica Rosa 

(Avenida Senador Feijó, 340/Vila Mathias)

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29 de julho: 12h30 às 19h

Feijoada das PLPs, Samba Delas e Sarau das Pretas

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Sindicato dos Bancários de Santos e Região (Avenida Washington Luís, 140/Encruzilhada). Apresentação da cantora Abecca.

01 de agosto: 17h30 às 20h30

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– Femenagem à Casa de Cultura da Mulher Negra e à Alzira Rufino

“O Legado de Alzira Rufino para o Feminismo Amefricano”

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OAB Santos (Praça Patriarca José Bonifácio, 55/Centro/Santos).

– Exposição fotográfica de Dayse Pacífico e mostra do Coletivo Linhas de Santos.

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GUARUJÁ

26 de julho – 19h 

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Roda de conversa e sarau. Trancistas e religiosidade: aprendizado da Casa de Cultura da Mulher Negra

Centro Cultural da Prainha (Rua Projetada, em frente ao número 09)

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BERTIOGA
27 de julho – 17h às 20h
“III Encontro Feminista Latino-americano em Bertioga – Alzira Rufino, percussora do Feminismo Negro Brasileiro. ”
OAB – Avenida Anchieta, 141 – Centro, Bertioga – SP

CUBATÃO
27 de julho – 17h 

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“A relevância da representação da Casa de Cultura da Mulher Negra e Alzira Rufino na participação da Conferência de Durban Contra o Racismo em 2001”.  (Anfiteatro da Câmara (Rua dos Emancipadores, s/n- Centro/Cubatão)

PERUÍBE

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29 de julho –  10h às 12h  

Alzira Rufino: Escrever e resistir  (atividade on-line)

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PRAIA GRANDE 

29 de julho – 12h30

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Oficina Escrita de si

Núcleo Educafro Alzira Rufino (Avenida Milena Petruch, s/n- Jardim Melvi/Praia Grande)

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SÃO VICENTE

31 de julho – 17h às 20h

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– Revista Eparrei: a importância da comunicação na construção das nossas memórias. Registro das realizações da Casa de Cultura da Mulher Negra.

– Apresentação da multiartista Carla Riesco

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Vila de São Vicente (Praça João Pessoa/Centro/São Vicente)

SOBRE A SEMANA TEREZA DE BENGUELA

A primeira semana foi realizada de 22 a 26 de julho de 2019, com o tema: “Dos trabalhos das mulheres negras no mundo do trabalho”.

Em 25 de julho de 2020, em razão da pandemia da covid-19 realizamos o Levante Tereza de Benguela: Baixada Santista contra o Racismo e a Intolerância Religiosa”, na Praça do Aquário, para cobrar do poder municipal, a instalação da estátua de Iemanjá Negra.

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Em 25 de julho de 2021, participamos do faixaço contra o racismo e o genocídio, proposto pela Marcha das Mulheres Negras de São Paulo, com o tema: “Nem fome, nem tiro, nem covid. Parem de nos matar! Por nós, por todas nós, pelo bem viver!”
A segunda semana, aconteceu de 24 a 30 de julho de 2022, com o tema: “Intelectuais Negras: as intérpretes do Brasil e de seus problemas concretos”.

SOBRE O 25 DE JULHO

A data é um símbolo de resistência das mulheres negras. Foi instituído em 1992 no 1º Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas, na República Dominicana. O evento surgiu para dar visibilidade à luta das mulheres negras contra a opressão de gênero, a exploração e o racismo.

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No Brasil, a data homenageia a líder quilombola Tereza de Benguela, símbolo de luta e resistência do povo negro.

QUEM FOI TERESA DE BENGUELA 

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Tereza de Benguela, a grande femeageada do Dia da Mulher Negra, Latina e Caribenha, foi uma líder quilombola que ajudou comunidades negras e indígenas na resistência à escravidão no século XVIII.

Após a morte do marido, José Piolho, Tereza assumiu o comando do Quilombo Quariterê e o liderou por décadas. Ficou conhecida por sua visão vanguardista e estratégica.

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Sua liderança se destacou com a criação de uma espécie de Parlamento e de um sistema de defesa. Ali, era cultivado o algodão, que servia posteriormente para a produção de tecidos. Havia também plantações de milho, feijão, mandioca, banana, entre outros.