Cristina Buarque, um dos maiores nome do samba, morre aos 74 anos

Artista era uma das pesquisadoras mais importantes da música popular nacional

Cristina Buarque morreu aos 74 anos

Cristina Buarque morreu aos 74 anos | Reprodução

A cantora e compositora Cristina Buarque morreu neste domingo (20/4), aos 74 anos. A perda foi divulgada por Zeca Ferreira, filho da artista.

Cristina era uma das pesquisadoras mais importantes do samba, com uma série de projetos em que jogava luz sobre os nomes fundamentais do gênero artístico nacional. Ela também era conhecida pelo estilo recluso.

Filha dos intelectuais Sérgio Buarque de Hollanda e Maria Amélia Buarque de Hollanda, ela era irmã de Chico Buarque, de Miúcha e de Ana de Hollanda, entre outros artistas na família.

Cristina lutava contra um câncer de mama há um ano e deixa cinco filhos: Ana (52 anos), Zeca (51), Paulo (49), Antônio (48) e Maria do Carmo (46).

Enciclopédia do samba

Cristina, que viveu durante décadas da Ilha de Paquetá, no Rio, era considerada uma enciclopédia do samba, pelo conhecimento quilométrico sobre o estilo musical.

Ela gravou, em 1974, a canção “Quantas Lágrimas”, de Manaceia, no álbum “Cristina”, que a tornou nacionalmente conhecida.

A sua seriedade, voz e coerência a tornaram uma referência. Era considerada uma mestra por nomes como Mônica Salmaso e Marisa Monte.

“Agradeço também ter conhecido essa mulher tão inteligente, tão inteira nos seus propósitos, de personalidade forte e que não titubeava em saber e dizer os seus ‘nãos’ para o que considerava ruim. Isso é uma arte que poucos sabem fazer”, se despediu Salmaso, emocionada, pelas redes sociais.