Conheça o instituto que trará Seu Jorge para show gratuito na maior favela de palafitas da América Latina

De oficinas em contêineres à atuação internacional, o Instituto Arte no Dique transforma realidades por meio da arte

Grupo de pessoas tocando e se apresentando em frente a prédio de tijolos com grafite ao fundo.

O Instituto Arte no Dique é uma referência em trabalho comunitário e cultural na cidade de Santos | Reprodução | Prefeitura Municipal de Santos

A maior favela de palafitas do Brasil, o Dique da Vila Gilda, em Santos, será palco de um show gratuito do cantor Seu Jorge.

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Mais do que entretenimento, o evento reforça o objetivo de transformar a realidade das palafitas do Dique.

Com isso, o Instituto Arte no Dique se torna uma referência em trabalho comunitário e cultural na cidade de Santos.

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A origem do Instituto Arte no Dique

O Instituto foi criado a partir da decisão de José Virgílio Leal de Figueiredo, um produtor cultural baiano que morava em Santos.

Virgílio, então, concluiu que o Dique da Vila Gilda, além de assistência básica, precisava de dignidade e cultura.

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Foi assim que o produtor organizou um evento que trouxe o grupo Régua e Compasso, da Escola Criativa Olodum, para se apresentar na comunidade.

O impacto foi tão grande que os próprios moradores pediram que o trabalho não se encerrasse em apenas uma apresentação.

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Com isso, em 28 de novembro de 2002, a ideia da entidade foi concretizada, com apoio direto do Instituto Elos e do Grupo Cultural Olodum.

Além disso, o Olodum também compartilhou sua metodologia de percussão, que serviu para a criação das primeiras oficinas de tambor do Arte no Dique.

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De contêineres ao reconhecimento nacional

Sem uma sede fixa, as primeiras oficinas de percussão e artes eram realizadas em contêineres adaptados, em meio às palafitas.

O instituto também recebeu apoio do então Ministro da Cultura, Gilberto Gil, consolidando-se como um dos principais Pontos de Cultura do Brasil.

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Assim, o projeto ampliou suas atividades para além da música, incluindo parcerias voltadas à alfabetização.

Com isso, em 2012, foi inaugurada a sede definitiva do Instituto Arte no Dique, a Escola Popular de Arte e Cultura Plínio Marcos.

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Atualmente, a entidade ultrapassa as barreiras do campo cultural, oferecendo projetos gratuitos voltados à profissionalização, tecnologia e bem-estar.

Funcionando em dois turnos, as oficinas de percussão, tecnologia e dança são as principais atividades do Arte no Dique, transformando o espaço em um ambiente vivo da manhã até o fim da tarde.

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Transformação internacional

Em 2024, o projeto avançou ainda mais, com a inauguração de uma sede em Portugal, na cidade de Coimbra.

A unidade na Europa funciona como local de intercâmbios oficiais, além de oferecer apoio a imigrantes e refugiados, fortalecendo o elo de inclusão social por meio da arte.

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O futuro da entidade

No Dique da Vila Gilda, a arte deixou de ser um projeto comum para se tornar a estrutura que sustenta novos sonhos.

Seus eventos celebram uma trajetória que transformou o som da percussão, antes presente em contêineres, na base de um projeto que hoje cruza continentes.

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Se o objetivo inicial de Virgílio era levar dignidade às palafitas, essa missão não apenas foi cumprida, como continua a ecoar em diversos lugares do planeta.