Cultura
Pesquisa revela que 7 em cada 10 brasileiros não pretendem ir às ruas neste feriado; insegurança e desconforto pesam na decisão
Netflix lidera como principal escolha entre os entrevistados que irão curtir o Carnaval no sofá / Pexels
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O Carnaval 2026 deve ter menos confete nas ruas e mais controle remoto nas mãos dos brasileiros. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Hibou em parceria com a Score Group aponta que 73,2% da população pretende passar o feriado em casa.
O levantamento, feito com 1.714 pessoas em todo o país, indica que a data deixou de ser prioridade para grande parte dos brasileiros, que agora enxergam o período como oportunidade de descanso.
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A presença nos blocos e desfiles será restrita a uma minoria. Apenas 7,3% afirmaram que pretendem participar de bloquinhos, enquanto 4,6% planejam viajar para a praia.
O estudo mostra que o Carnaval, tradicionalmente associado à festa e agitação, se transformou em um momento de pausa para a maioria da população.
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Dentro de casa, o streaming substitui o desfile. A Netflix lidera como principal escolha entre os entrevistados, seguida por Amazon Prime Video e YouTube.
Quase metade dos brasileiros quer aproveitar o feriado para maratonar séries e filmes, enquanto uma parcela significativa pretende simplesmente descansar ou não fazer nada.
Dormir, organizar a casa e ler livros aparecem como alternativas mais atraentes do que acompanhar os desfiles pela televisão.
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A insegurança é apontada como o principal fator que afasta foliões das ruas. Mais da metade dos entrevistados demonstra preocupação com a violência, e o desconforto com a falta de banheiros em blocos também surge como um grande desestímulo.
O excesso de pessoas em espaços reduzidos e os preços elevados das bebidas completam o cenário que contribui para a escolha pelo ambiente doméstico.
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O cardápio do chamado “Carnaval do sofá” também reflete esse comportamento. Churrasco e pizza lideram as preferências, acompanhados de pedidos por delivery e sobremesas indulgentes.
Na parte das bebidas, a água aparece como principal escolha, seguida por sucos e refrigerantes, enquanto o consumo de bebidas alcoólicas se mostra mais moderado.
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O impacto econômico também aparece nos números. Quase metade dos brasileiros afirma que pretende gastar no máximo R$ 250 além da rotina financeira habitual, enquanto uma parcela relevante não pretende gastar absolutamente nada.
Apenas uma minoria planeja despesas elevadas no período. Entre os poucos que vão viajar, a maioria opta por utilizar o carro próprio como forma de economizar.
Mesmo com menos gente nas ruas, o imaginário carnavalesco permanece vivo. Ivete Sangalo é apontada como a figura que melhor representa o Carnaval para parte significativa dos entrevistados, e o Instagram deve ser a principal vitrine digital da festa.
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A pesquisa também indica que o tradicional ditado de que o Brasil só começa a funcionar depois do Carnaval já não é unanimidade. Para muitos, a data perdeu o peso simbólico de interrupção nacional.
O Carnaval de 2026, ao que tudo indica, será menos sobre multidões e mais sobre conforto, controle remoto e descanso mental.