Achado arqueológico em Fano é considerado o maior divisor de águas da civilização

Autoridades italianas confirmam que ruínas encontradas no centro da cidade pertencem ao mestre Vitrúvio e revelam segredos guardados por milênios.

Arqueólogos encontram em Fano os vestígios da obra do autor que moldou toda a arquitetura ocidental e o anúncio promete reescrever os livros de história.

Arqueólogos encontram em Fano os vestígios da obra do autor que moldou toda a arquitetura ocidental e o anúncio promete reescrever os livros de história. | Comune di Fano / Ministério da Cultura

A história da arquitetura ocidental acaba de ganhar seu marco físico mais antigo e fundamental. Em uma coletiva de imprensa realizada nesta manhã (19) na Biblioteca de Mídia Montanari, autoridades e especialistas anunciaram a confirmação histórica.

Os vestígios arquitetônicos desenterrados no centro de Fano pertencem à Basílica projetada por Marco Vitrúvio Polião.

A descoberta, descrita como um divisor de águas que redefine a “história da pesquisa arqueológica”, torna tangível a obra do autor do tratado De Architectura, texto fundador que moldou a construção no Ocidente desde o Renascimento.

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O anúncio contou com a presença do Presidente da Região de Marche, Francesco Acquaroli; do Prefeito de Fano, Luca Serfilippi; e do Superintendente Andrea Pessina, além de uma intervenção por videoconferência do Ministro da Cultura, Alessandro Giuli.

“Hoje, em Fano, foi encontrada uma tessela fundamental do mosaico que salvaguarda a identidade mais profunda do nosso país”, declarou o Ministro Giuli.

Ele foi enfático ao afirmar que a história passa a se dividir em um antes e um depois da descoberta da Basílica de Vitrúvio. Segundo Giuli, o achado tem um valor científico de magnitude absoluta e comprova que Fano é o cerne da mais antiga sabedoria arquitetônica da civilização ocidenta

Uma descoberta que obriga a reescrever a história

O Presidente Acquaroli classificou o achado como “verdadeiramente único”, um evento que muda a percepção de Fano, da região e do património cultural italiano.

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“De certa forma, isso também nos obriga a reescrever parte da história de Fano”, afirmou, conclamando uma ação coletiva para transformar a descoberta em um “motor de desenvolvimento” para a cidade e toda a região de Marche.

Andrea Pessina, Superintendente de Arqueologia, forneceu a dimensão técnica. Ele descreveu a identificação como “extraordinariamente importante”, pois não só impacta o meio acadêmico, mas abre novas perspectivas para o patrimônio arqueológico da cidade e da Europa.

A descoberta age como uma “chave crucial” para reinterpretar evidências conhecidas há anos e conectar de forma mais clara os testemunhos do passado.

A confirmação final

A confirmação veio após anos de escavações e análises meticulosas, com artefatos que demonstram “de forma clara e inequívoca” a autoria vitruviana. Entre as evidências-chave está uma coluna que permitiu a identificação definitiva da estrutura.

A descoberta posiciona Fano no epicentro dos estudos sobre arquitetura clássica, prometendo reescrever capítulos da história e atrair um novo olhar internacional para esta joia do Adriático. Os livros de história, como sugeriu o ministro, já têm um novo marco para registrar.