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Coruja gigante de pedra guarda tumba secreta de 1.400 anos descoberta no México

Arqueólogos revelam detalhes da descoberta mais importante da década no país com pinturas intactas

Nathalia Alves

Publicado em 31/01/2026 às 15:36

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Tumba datada de 600 d.C. surpreende pesquisadores pelo alto grau de conservação e riqueza de murais / Crédito/Gerardo Peña/INAH

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O governo do México anunciou a descoberta de uma tumba do povo zapoteca, datada de aproximadamente 600 d.C., considerada pela presidente Claudia Sheinbaum como a descoberta arqueológica mais importante da década no país.

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O achado ocorreu no Cerro de la Cantera, na região de Oaxaca, no sul do México. Segundo a Secretaria de Cultura, o sítio é classificado como excepcional devido ao alto grau de conservação e ao volume de informações que oferece sobre a organização social, os rituais funerários e a cosmovisão da civilização zapoteca.

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De acordo com a pasta, a tumba reúne esculturas em pedra, pinturas murais e inscrições do calendário zapoteca, além de frisos e lápides ricamente decorados. Esses elementos simbólicos estão associados a conceitos de poder, morte e religiosidade, o que coloca a descoberta entre as mais relevantes do patrimônio arqueológico nacional.

Os zapotecas estão entre os povos mais antigos do México, com uma civilização que surgiu há mais de 2,5 mil anos, principalmente na área que hoje corresponde ao estado de Oaxaca.

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Considerada a descoberta arqueológica da década no México, esta tumba zapoteca de 1.400 anos surpreende pelo estado de conservação. Localizado em Oaxaca, o sítio revela pinturas murais intactas e rituais sagrados de uma das civilizações mais antigas das Américas. / Gerardo Peña/INAH
Considerada a descoberta arqueológica da década no México, esta tumba zapoteca de 1.400 anos surpreende pelo estado de conservação. Localizado em Oaxaca, o sítio revela pinturas murais intactas e rituais sagrados de uma das civilizações mais antigas das Américas. / Gerardo Peña/INAH
Uma coruja gigante de pedra guarda a entrada desta tumba zapoteca recém-descoberta. Para esse povo antigo, a ave simbolizava a noite e o mistério da morte. Um achado excepcional que reconecta o México moderno às suas raízes ancestrais no Cerro de la Cantera. / Gerardo Peña/INAH
Uma coruja gigante de pedra guarda a entrada desta tumba zapoteca recém-descoberta. Para esse povo antigo, a ave simbolizava a noite e o mistério da morte. Um achado excepcional que reconecta o México moderno às suas raízes ancestrais no Cerro de la Cantera. / Gerardo Peña/INAH
Tesouros do tempo: arqueólogos revelam pinturas murais vibrantes e inscrições do calendário zapoteca em uma tumba datada de 600 d.C. O bico de uma coruja esculpida cobre o rosto de uma figura humana, reforçando o simbolismo espiritual deste local sagrado. / Gerardo Peña/INAH
Tesouros do tempo: arqueólogos revelam pinturas murais vibrantes e inscrições do calendário zapoteca em uma tumba datada de 600 d.C. O bico de uma coruja esculpida cobre o rosto de uma figura humana, reforçando o simbolismo espiritual deste local sagrado. / Gerardo Peña/INAH
A "Cidade dos Mortos" zapoteca ganha um novo capítulo. Esta tumba monumental em Oaxaca apresenta esculturas de figuras com cocares rituais e uma procissão de personagens pintada há séculos, oferecendo dados inéditos sobre o poder e a religiosidade no México antigo. / Gerardo Peña/INAH
A "Cidade dos Mortos" zapoteca ganha um novo capítulo. Esta tumba monumental em Oaxaca apresenta esculturas de figuras com cocares rituais e uma procissão de personagens pintada há séculos, oferecendo dados inéditos sobre o poder e a religiosidade no México antigo. / Gerardo Peña/INAH

Coruja esculpida marca entrada da tumba

Um dos destaques da descoberta é a escultura de uma coruja gigante em pedra, localizada logo na entrada da antecâmara funerária. Para os zapotecas, a ave estava associada à noite e à morte, reforçando o caráter ritual do espaço.

O bico da coruja cobre o rosto de uma figura humana estucada e pintada. Já a entrada da câmara principal é formada por uma porta de pedra decorada com símbolos do calendário zapoteca, ladeada por esculturas de um homem e uma mulher com cocares e objetos rituais nas mãos.

No interior da tumba, pesquisadores identificaram pinturas murais bem preservadas, em tons de ocre, branco, verde, vermelho e azul. As cenas retratam uma procissão de personagens em direção à tumba, carregando sacos de copal, resina utilizada em cerimônias religiosas.

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Trabalhos de conservação e pesquisa

Segundo a Secretaria de Cultura, uma equipe interdisciplinar do Centro INAH Oaxaca atua na conservação, proteção e estudo do sítio. Os trabalhos incluem a estabilização das pinturas murais, consideradas frágeis devido à presença de raízes, insetos e alterações ambientais.

Paralelamente, estão em andamento análises cerâmicas, iconográficas, epigráficas e estudos de antropologia física, com o objetivo de aprofundar o entendimento sobre os rituais funerários e os símbolos associados à tumba.

“Pela qualidade construtiva e riqueza decorativa, a descoberta se compara a outros grandes complexos funerários zapotecas da região, confirmando sua relevância para compreender a complexidade social, artística e simbólica dessa civilização”, destacou o órgão do governo mexicano.

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