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Confusão de 70 anos: Museu achava que era um mamute, mas descobriu uma baleia

O mistério permanece sem uma resposta definitiva para a comunidade acadêmica e o museu guarda um fóssil que desafia as explicações tradicionais

Agência Diário

Publicado em 08/02/2026 às 08:11

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Resultados de experimentos levantam mais dúvidas do que respostas / (Foto: Mauricio Antón / Wikimedia Commons)

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O programa Adote um Mamute, da Universidade do Alasca, oferece uma oportunidade única para entusiastas da ciência financiarem pesquisas. Por meio de doações de 350 dólares, os participantes ajudam na identificação de fósseis antigos do Museu do Norte. No entanto, uma dessas adoções recentes revelou uma surpresa que ninguém no museu esperava encontrar.

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Dessa forma, a análise de um par de ossos guardados há 70 anos trouxe à tona um mistério científico intrigante.

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O material, que todos acreditavam pertencer a um mamute-lanoso, teve sua verdadeira identidade revelada por testes modernos. Inesperadamente, os pesquisadores descobriram que estavam lidando com restos de uma baleia.

Galeria: veja seis curiosidades sobre os mamutes

O mamute viveu durante a Era do Gelo e era adaptado a temperaturas extremamente baixas / Instituição Smithsonian/Wikimedia Commons
O mamute viveu durante a Era do Gelo e era adaptado a temperaturas extremamente baixas / Instituição Smithsonian/Wikimedia Commons
Seus longos pelos e a espessa camada de gordura ajudavam a conservar o calor corporal / Lou Gruber/Wikimedia Commons
Seus longos pelos e a espessa camada de gordura ajudavam a conservar o calor corporal / Lou Gruber/Wikimedia Commons
Os mamutes eram parentes próximos dos elefantes atuais / Juan Velasco/Wikimedia Commons
Os mamutes eram parentes próximos dos elefantes atuais / Juan Velasco/Wikimedia Commons
Algumas espécies de mamute chegavam a medir mais de quatro metros de altura / Centro de Banco de Dados para Ciências da Vida (DBCLS) / Wikimedia Commons
Algumas espécies de mamute chegavam a medir mais de quatro metros de altura / Centro de Banco de Dados para Ciências da Vida (DBCLS) / Wikimedia Commons
Fósseis bem preservados já foram encontrados congelados no permafrost / Gary Todd / Wikimedia Commons
Fósseis bem preservados já foram encontrados congelados no permafrost / Gary Todd / Wikimedia Commons
Os mamutes foram extintos há cerca de quatro mil anos, possivelmente por mudanças climáticas e ação humana / Emőke Dénes / Wikimedia Commons
Os mamutes foram extintos há cerca de quatro mil anos, possivelmente por mudanças climáticas e ação humana / Emőke Dénes / Wikimedia Commons

A tecnologia que mudou o passado

O arqueólogo Otto Geist encontrou essas peças em 1951, durante uma expedição na remota região da Beríngia. Naquela época, o tamanho avantajado dos ossos e a localização terrestre levaram à classificação imediata como mamute.

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Como esses gigantes eram comuns na área, a hipótese nunca foi contestada até o início do programa de adoção.

Atualmente, graças aos recursos dos doadores, a equipe conseguiu realizar a datação por radiocarbono e análises químicas. Os resultados mostraram que os ossos têm entre 2 mil e 3 mil anos, sendo muito mais recentes que a maioria dos mamutes.

Além disso, altos níveis de nitrogênio e carbono confirmaram que o animal era, de fato, marinho.

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Veja também: 'Baleia-fantasma' aparece pela 1ª vez na história e intriga cientistas de todo o mundo.

O enigma da baleia no meio da terra

Com a confirmação da espécie, surgiu uma dúvida ainda maior: como uma baleia foi parar no interior do Alasca? A região da Beríngia é continental e fica situada a uma distância considerável do oceano atual.

Por isso, os cientistas agora tentam entender o trajeto que esse animal ou seus ossos percorreram.

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Uma das teorias sugere que o animal poderia ter subido rios, assim como fazem alguns tubarões hoje em dia. Entretanto, o porte físico da baleia e a estreiteza dos canais da região tornam essa migração muito difícil.

Veja também: Famosa praia brasileira recebe visita de baleia-franca e emociona turistas.

Outra possibilidade envolve o transporte por humanos ancestrais, embora não existam marcas de ferramentas nos fósseis.

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Consequentemente, o mistério permanece sem uma resposta definitiva para a comunidade acadêmica. Segundo o biogeoquímico Matthew Wooller, “Em última análise, isso pode nunca ser completamente resolvido”.

Assim, o museu agora guarda um fóssil que desafia as explicações tradicionais da arqueologia russa e americana.

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