A estratégia da metrópole que oferece transporte barato e ruas exclusivas para pedestres. / Reprodução/Freepik
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Nos últimos dez anos, o número de carros na Europa Ocidental aumentou em 29 milhões. Esse crescimento já é visível nas cidades: ruas e calçadas estão cada vez mais cheias, o que gera disputa por espaço.
Isso afeta a convivência entre as pessoas, prejudica a saúde, reduz a qualidade de vida e dificulta o cumprimento das metas ambientais. Por causa disso, grandes cidades têm adotado medidas para reduzir o uso de carros, principalmente nas áreas centrais.
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Viena é frequentemente considerada uma das melhores cidades do mundo para se viver. Popularmente conhecida como a "Cidade da Música", a capital austríaca abrigou grandes gênios como Mozart, Beethoven, Schubert e Strauss.
Esse reconhecimento está ligado, principalmente, à forma como a cidade organiza o transporte urbano. A capital da Áustria tem um sistema de transporte público eficiente, que integra metrô, bondes e ônibus.
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Um dos principais incentivos é o passe anual de transporte, que custa 365 euros, o equivalente a 1 euro por dia. Com esse valor acessível, mais pessoas passaram a usar o transporte público. Hoje, há mais moradores com passe anual do que donos de carros na cidade. Ao mesmo tempo, estacionar ficou mais caro e restrito, o que desestimula o uso do automóvel.
Um dos pontos centrais dessa política é o adesivo de morador, criado há cerca de 20 anos. Sem ele, os motoristas não podem mais estacionar seus veículos em espaços públicos por longos períodos, mas apenas em estacionamentos cobertos, zonas de estacionamento de curta duração e vagas de estacionamento com integração ao transporte público.
Inicialmente, essas regras se aplicavam apenas a alguns distritos próximos ao centro da cidade, mas em 2022 o adesivo de estacionamento foi estendido a todos os 23 distritos de Viena.
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A meta é reduzir o uso do carro de 27% para 15% até 2030. Outro objetivo é convencer pelo menos metade dos 200 mil trabalhadores que entram diariamente em Viena a utilizar o transporte público.
Além do transporte coletivo, Viena também investe em caminhar e pedalar. Em 2015, a principal rua comercial da cidade, a Mariahilfer Strasse, virou área exclusiva para pedestres. A experiência deu certo e abriu caminho para mais calçadões e espaços públicos.
A cidade também ampliou ciclovias e criou ruas com menos tráfego de carros. Com isso, Viena vem mudando o desenho urbano para colocar as pessoas em primeiro lugar, e não os veículos.
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