O alinhamento dos corpos celestes tem impacto garantido nas ondulações que desenham a nossa costa, e a atual posição astronômica da fase Crescente, que se estabeleceu no céu no dia 23 de maio de 2026, mantém o sobe e desce das águas em constante movimento.
Com a aproximação lenta, mas firme, da Lua Cheia no dia 31, o volume e a força das correntes marítimas começam a dar sinais de fortalecimento na nossa região litorânea.
Para os surfistas que dependem da leitura do tempo para molhar a prancha, esse cenário celeste é sempre acompanhado com lupa nos gráficos de previsão.
Essa íntima relação entre os astros e as nossas praias nos leva ao boletim mais esperado da semana: o raio-x completo das valas e das condições meteorológicas que devem dominar o lendário pico do Quebra-Mar, em Santos. Veja algumas curiosidades sobre a Lua Crescente:
Direção de sul e ventos controlados na bancada
Os esportistas locais e visitantes que baterem ponto na plataforma santista encontrarão um mar bem desenhado e amigável. A análise técnica dos gráficos confirma a entrada de uma ondulação sólida apontada para a direção Sul, que garante um balanço firme na bancada.
O tamanho significativo das séries deve registrar marcas próximas a um metro e trinta centímetros nas baterias do começo da manhã, perdendo uma leve pressão à tarde e caindo para a faixa de um metro e vinte centímetros.
O intervalo entre as ondas acompanha essa energia, começando com generosos 14.1 segundos e recuando gradualmente para cerca de 11.9 segundos no cair do sol.
O vento, eternamente capaz de salvar ou arruinar o surf no Quebra-Mar, sopra ao lado dos surfistas. As medições indicam brisas extremamente brandas durante grande parte do dia, oscilando entre os quatro e seis quilômetros por hora.
Pela manhã, o vento assume a direção Norte, mantendo a água incrivelmente lisa, e ao longo das horas rotaciona suavemente para as direções Noroeste e Nordeste.
O conselho para extrair as melhores manobras nas extensas paredes do paredão é acordar cedo, aproveitando a soma exata da força da ondulação com a ausência de turbulência no ar.







