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Cientistas fazem descoberta a 2,5 km de profundidade que pode mudar a arqueologia

Em águas profundas do Mediterrâneo, arqueólogos encontram carga preservada há mais de 400 anos

Nathalia Alves

Publicado em 16/12/2025 às 17:53

Atualizado em 19/12/2025 às 09:02

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Naufrágio revela detalhes do comércio marítimo renascentista e bate recorde na França / Reprodução

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Nas profundezas do mar Mediterrâneo, perto da costa de Saint-Tropez, pesquisadores fizeram uma descoberta impressionante. A mais de 2.500 metros de profundidade, uma expedição francesa encontrou um navio mercante do século XVI em excelente estado de conservação. A embarcação, com cerca de 30 metros, recebeu o nome provisório de “Camarat 4”.

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Segundo os especialistas, o navio funciona como uma verdadeira cápsula do tempo. A escuridão total, a baixa temperatura e a alta pressão no fundo do mar ajudaram a preservar a estrutura e os objetos por séculos, quase sem sinais de deterioração.

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O que foi encontrado no navio

Dentro da embarcação, os pesquisadores localizaram um conjunto raro de itens que revela como funcionava o comércio marítimo no período do Renascimento. Entre os achados estão quase 200 jarros de cerâmica com símbolos religiosos, lingotes de ferro usados como mercadoria, utensílios de mesa, canhões, munição, uma grande âncora e instrumentos de navegação.

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A variedade da carga indica que o navio fazia parte de uma rede comercial ativa no Mediterrâneo, transportando tanto produtos prontos quanto matérias-primas.

Tecnologia usada na descoberta

A operação foi conduzida pelo órgão francês de arqueologia subaquática em parceria com a Marinha Francesa. Para alcançar tamanha profundidade, foram usados veículos submarinos controlados à distância, equipados com câmeras de alta definição, sistemas de mapeamento em 3D e braços robóticos, evitando contato direto com o navio.

 O achado funciona como uma cápsula do tempo com itens do Renascimento intactos após séculos no fundo do mar. Photo: courtesy DRASSM.
O achado funciona como uma cápsula do tempo com itens do Renascimento intactos após séculos no fundo do mar. Photo: courtesy DRASSM.
"Camarat 4" era um navio mercante do século XVI preservado nas profundezas do Mediterrâneo. Photo: courtesy DRASSM.
"Camarat 4" era um navio mercante do século XVI preservado nas profundezas do Mediterrâneo. Photo: courtesy DRASSM.
A operação contou com veículos submarinos de alta tecnologia, câmeras 3D e braços robóticos para explorar o naufrágio. Photo: courtesy DRASSM.
A operação contou com veículos submarinos de alta tecnologia, câmeras 3D e braços robóticos para explorar o naufrágio. Photo: courtesy DRASSM.
Navios mercantes como o "Camarat 4" eram construídos para transportar cargas variadas, de mercadorias a armas, enfrentando longas viagens em condições desafiadoras. Crédito: Aline no país do fika
Navios mercantes como o "Camarat 4" eram construídos para transportar cargas variadas, de mercadorias a armas, enfrentando longas viagens em condições desafiadoras. Crédito: Aline no país do fika
Carpintaria especializada, madeira resistente e técnicas de encaixe de tábuas garantiam embarcações capazes de enfrentar tempestades e atravessar o Mediterrâneo com segurança.
Crédito: Aline no país do fika
Carpintaria especializada, madeira resistente e técnicas de encaixe de tábuas garantiam embarcações capazes de enfrentar tempestades e atravessar o Mediterrâneo com segurança. Crédito: Aline no país do fika
Navegadores percorriam o Mediterrâneo e os oceanos em busca de comércio, novas rotas e riquezas, expandindo o conhecimento geográfico da época. Crédito: Aline no país do fika
Navegadores percorriam o Mediterrâneo e os oceanos em busca de comércio, novas rotas e riquezas, expandindo o conhecimento geográfico da época. Crédito: Aline no país do fika

Próximos passos

O “Camarat 4” bateu um recorde de profundidade na arqueologia subaquática da França. Ao mesmo tempo, a equipe também encontrou lixo moderno, como plástico e redes de pesca, mostrando o impacto humano até nas áreas mais profundas do oceano.

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Agora, os pesquisadores planejam recuperar alguns objetos de forma cuidadosa, preservá-los em laboratório e criar um registro digital completo do naufrágio. A descoberta amplia o conhecimento sobre o passado e mostra como a tecnologia moderna ajuda a revelar segredos escondidos no fundo do mar.

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