Estudo oficializado pela UFPR revela que a riqueza botânica paranaense é maior do que se imaginava / Divulgação
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Uma orquídea típica da Mata Atlântica, até então conhecida apenas em registros no Sudeste do Brasil, foi encontrada pela primeira vez no Paraná por pesquisadores do Mater Natura – Instituto de Estudos Ambientais.
A espécie Bulbophyllum campos-portoifoi identificada dentro do Parque Nacional de Saint-Hilaire/Lange, unidade de conservação federal que se estende por Matinhos, Guaratuba, Morretes e Paranaguá.
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O exemplar foi localizado em maio de 2025 nas proximidades do Salto do Tigre, em Matinhos. A descoberta foi formalizada em artigo científico publicado na revista Acta Biológica Paranaense, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), ampliando oficialmente a área de distribuição conhecida da espécie.
Em entrevista ao Jornal Globo Rural, o engenheiro florestal Daniel Zambiazzi Miller, coordenador do estudo, disse que o registro tem importância direta para a conservação. “Cada novo dado sobre presença e distribuição auxilia na formulação de estratégias mais eficazes de manejo e proteção da biodiversidade”, afirmou.
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A orquídea pode ser reconhecida por suas flores esverdeadas com labelo (pétala central) marrom, marcado por pontos púrpura. Esses traços a distinguem de outras espécies do mesmo gênero Bulbophyllum, um dos maiores entre as orquídeas, com mais de 2 mil espécies no mundo.
No Brasil, são conhecidas cerca de 60 espécies desse grupo, sendo que 17 já tinham sido registradas na região Sul antes desta nova ocorrência.
A descoberta é fruto do projeto “Estudos da Restauração: pesquisa, estruturação e planejamento”, financiado pelo Programa Biodiversidade Litoral do Paraná (BLP) com R$ 749 mil.
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A iniciativa atua em várias unidades de conservação do litoral paranaense, incluindo o Parque Estadual do Palmito, a Estação Ecológica do Guaraguaçu e o Parque Estadual Rio da Onça.
As atividades incluem inventários florísticos, estudos de germinação e produção de mudas, desenvolvidos em parceria com o Laboratório de Sementes Florestais da UFPR. O objetivo é fortalecer a gestão das áreas protegidas e avançar na restauração ecológica da região.
A identificação de uma nova espécie para o estado reforça a riqueza ainda pouco conhecida da Mata Atlântica paranaense e destaca a importância de investimentos contínuos em pesquisa científica para a conservação da biodiversidade.
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