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Cientistas descobrem 'nova idade' para o fim da adolescência; saiba qual é

Estudo da Universidade de Cambridge revela que o cérebro só termina de se organizar e atinge o auge da eficiência muito depois dos 18 anos

Nathalia Alves

Publicado em 10/01/2026 às 11:00

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apeamento cerebral com 4 mil pessoas identifica os 4 marcos da vida e mostra que a juventude se estende por mais tempo do que a sociedade impõe / Reprodução/Freepik

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O cérebro humano muda ao longo da vida, e essas transformações seguem padrões mais claros do que se imaginava. Um estudo da Universidade de Cambridge identificou cinco fases principais do desenvolvimento cerebral, marcadas por idades-chave: 9, 32, 66 e 83 anos.

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A pesquisa analisou exames cerebrais de quase 4 mil pessoas, do nascimento até os 90 anos. Segundo os cientistas, o desenvolvimento do cérebro não é linear: em cada fase, ele se reorganiza para cumprir funções diferentes, como aprender, estabilizar habilidades ou lidar com o envelhecimento.

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Na infância, o cérebro realiza uma verdadeira 'poda neural': conexões pouco utilizadas são eliminadas para dar lugar a circuitos mais rápidos e eficientes, essenciais para o aprendizado e a memória/Foto de Mark and Mary Stevens Neuroimaging and Informatics Institute, SCIENCE PHOTO LIBRARY
Na infância, o cérebro realiza uma verdadeira 'poda neural': conexões pouco utilizadas são eliminadas para dar lugar a circuitos mais rápidos e eficientes, essenciais para o aprendizado e a memória/Foto de Mark and Mary Stevens Neuroimaging and Informatics Institute, SCIENCE PHOTO LIBRARY
O auge da eficiência cerebral e da rapidez de raciocínio ocorre nesta fase, indicando que, biologicamente, a maturidade plena só é atingida por volta dos 32 anos/ Freepik
O auge da eficiência cerebral e da rapidez de raciocínio ocorre nesta fase, indicando que, biologicamente, a maturidade plena só é atingida por volta dos 32 anos/ Freepik
Durante a vida adulta, o cérebro entra em seu período mais estável. Com poucas mudanças estruturais, é nesta fase que a personalidade e as habilidades cognitivas se consolidam e atingem um equilíbrio/Foto de S. Thomas Carmichael, M.D., Ph.D., Faculdade de Medicina David Geffen da Universidade da Califórnia em Los Angeles (CC BY-NC 2.0)
Durante a vida adulta, o cérebro entra em seu período mais estável. Com poucas mudanças estruturais, é nesta fase que a personalidade e as habilidades cognitivas se consolidam e atingem um equilíbrio/Foto de S. Thomas Carmichael, M.D., Ph.D., Faculdade de Medicina David Geffen da Universidade da Califórnia em Los Angeles (CC BY-NC 2.0)
A partir dos 66 anos, as conexões da substância branca começam a enfraquecer. O mapeamento mostra que o cérebro passa a trabalhar em grupos menores de áreas, o que pode aumentar o risco de condições cognitivas/ Foto de Instituto Nacional sobre Envelhecimento, NIH Domínio Público
A partir dos 66 anos, as conexões da substância branca começam a enfraquecer. O mapeamento mostra que o cérebro passa a trabalhar em grupos menores de áreas, o que pode aumentar o risco de condições cognitivas/ Foto de Instituto Nacional sobre Envelhecimento, NIH Domínio Público
Mesmo no envelhecimento avançado, o cérebro mostra sua força: diante da perda de algumas conexões, o órgão cria 'caminhos alternativos' para garantir que as informações continuem circulando/ Arte de DANIEL HERTZBERG
Mesmo no envelhecimento avançado, o cérebro mostra sua força: diante da perda de algumas conexões, o órgão cria 'caminhos alternativos' para garantir que as informações continuem circulando/ Arte de DANIEL HERTZBERG

Da infância à adolescência (0 a 9 anos)

Na primeira infância, o cérebro passa por uma grande reorganização. Conexões pouco usadas são eliminadas, enquanto as mais importantes se fortalecem. Esse processo ajuda a tornar o cérebro mais eficiente para aprender e memorizar.

Da adolescência à vida adulta jovem (9 a 32 anos)

Essa fase marca o auge da eficiência cerebral. As conexões se tornam mais diretas e rápidas, favorecendo raciocínio, aprendizado e adaptação. O estudo mostra que, do ponto de vista do cérebro, a adolescência se estende até cerca dos 32 anos.

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Vida adulta (32 a 66 anos)

É o período mais estável. O cérebro entra em um “platô”, com poucas mudanças estruturais importantes. Funções cognitivas, personalidade e inteligência tendem a se manter mais constantes.

Envelhecimento inicial (66 a 83 anos)

A partir dos 66 anos, as conexões começam a enfraquecer, principalmente na substância branca. O cérebro passa a funcionar mais em pequenos grupos de áreas, o que pode estar ligado ao aumento do risco de demência e outras condições.

Envelhecimento avançado (83 anos em diante)

Nesta fase, a comunicação entre as regiões cerebrais fica mais fragmentada. Algumas conexões deixam de funcionar, exigindo “caminhos alternativos” para transmitir informações, o que pode impactar a cognição.

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Os pesquisadores ressaltam que essas idades são médias, e não regras rígidas. Cada pessoa envelhece de forma diferente.

Ainda assim, o estudo ajuda a entender melhor como o cérebro evolui ao longo da vida e pode contribuir para diagnósticos mais precoces e cuidados personalizados com a saúde mental e cognitiva.

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