Mãe e filha recolhem lixo na praia e constroem casa impressionante de sete cômodos com 8 mil garrafas de vidro

A obra sustentável durou cinco anos e transformou montanhas de lixo recolhidas nas praias em uma residência iluminada e totalmente funcional

A Casa de Sal foi construída com cerca de 8 mil garrafas de vidro recicladas / Acervo Pessoal

Para muitas pessoas, as montanhas de lixo nas praias representam apenas um grande problema ambiental. Contudo, uma mãe e sua filha enxergaram esses resíduos como um verdadeiro tesouro para a construção civil. 

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Com muita criatividade, elas transformaram milhares de garrafas de vidro em uma residência deslumbrante de sete cômodos.

A obra inovadora surpreende toda a comunidade local pela beleza e pela sustentabilidade. As duas mulheres utilizaram os recipientes recolhidos como o material principal do projeto arquitetônico. 

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Assim, a iniciativa comprova o enorme potencial da reciclagem na criação de lares estruturados e muito funcionais.

A Casa de Sal e a técnica inovadora

As protagonistas dessa história inspiradora são Edna Dantas e Maria Gabrielly Dantas. Elas dedicaram cinco anos de trabalho pesado para erguer a chamada Casa de Sal. A residência fica localizada na Ilha de Itamaracá, no estado de Pernambuco. 

Para levantar as paredes, a dupla desenvolveu uma técnica artesanal diferente dos métodos tradicionais de bioconstrução.

Em vez de posicionar os vidros na horizontal, elas optaram pela instalação vertical. O sistema engenhoso intercala cada fileira de maneira muito cuidadosa. 

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Uma linha de garrafas apoia-se firmemente sobre a base. Em seguida, a próxima camada fica virada de cabeça para baixo. 

Dessa maneira, as construtoras compensaram a diferença de tamanho entre os gargalos e os fundos. O resultado garantiu paredes perfeitamente niveladas e bastante estáveis.

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Estrutura segura e materiais alternativos

Toda a estrutura de vidro repousa sobre uma armação robusta feita com madeira reciclada. Esse esqueleto de madeira suporta todo o peso do telhado. Consequentemente, a carga estrutural não cai diretamente sobre as garrafas. 

Além disso, as frestas entre os recipientes receberam uma mistura de cimento e areia para imobilizar todas as peças.

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As divisórias internas também ganharam soluções criativas para garantir a segurança. O projeto utilizou paletes reaproveitados para criar a rigidez necessária. Isso protege os ambientes contra os fortes ventos marítimos característicos daquela ilha. 

O planejamento incluiu ainda móveis restaurados e telhas ecológicas especiais. Essas coberturas nasceram a partir de tubos de pasta de dente reciclados. A escolha confirma o forte compromisso com o reaproveitamento de itens descartados.

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O início do projeto e a luz natural

A construção da Casa de Sal começou no dia primeiro de maio de 2020. Esse período marcava justamente o início da pandemia global. 

A inspiração surgiu logo após a observação da enorme quantidade de lixo nas praias. Esse acúmulo de resíduos acontecia sempre após o fim da temporada turística.

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Durante o primeiro ano e meio, a mãe e a filha ergueram a estrutura principal da casa. Naquela época de muito esforço, elas viviam no terreno apenas com os itens mais essenciais. Com o passar do tempo, o projeto prosperou e tornou-se um lar completo.

Por fim, um dos aspectos mais marcantes da residência envolve a luz natural. Como as garrafas permanecem na posição vertical, o sol atravessa o vidro facilmente. 

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Essa passagem luminosa gera reflexos fascinantes durante todo o dia. Portanto, a iluminação transforma os espaços internos e entrega uma estética totalmente única e encantadora.