* Esta matéria foi originalmente publicada no portal Tiempo de San Juan
A Praça 25 de Maio não é apenas um ponto de encontro popular para quem passeia pelo centro da cidade, mas também serve como um verdadeiro lar para muitos cães da região. Entre eles, destaca-se Colita, uma cachorrinha que marca presença constante em um quiosque localizado na esquina das ruas Mitre e Mendoza há pelo menos 10 anos.
Ela chegou ao local durante uma de suas caminhadas pelas redondezas e, desde então, decidiu ficar para receber o carinho diário dos vizinhos e dos pedestres.
Uma rotina de muito carinho
Atualmente, Colita já é uma cadela idosa. Por causa da idade avançada, que se estima estar na casa dos 14 anos, ela enfrenta certa dificuldade para se levantar e caminhar.
Apesar disso, vê-la evoca uma ternura indescritível, daquelas que apenas os animais conseguem inspirar.
Ariel Pintor e Alfredo Ávila, que trabalham na banca, relataram que a cachorrinha costumava vagar por diferentes partes do centro, sempre convivendo com os artesãos e os vendedores ambulantes.
Foi nesse contexto que eles começaram a oferecer comida, afeto e muito conforto, atitudes que cativaram o animal de forma definitiva.
Sobre a origem do nome, os trabalhadores explicaram que decidiram chamá-la de Colita em referência ao seu rabo cortado, visto que achavam o movimento da cauda engraçado e o termo remete a “rabinho” no idioma hispânico.
Embora às vezes ela dê pequenos passeios pelas proximidades da praça, a cadela sempre acaba voltando para o quiosque que a acolheu.
Pintor mencionou ainda que alguns moradores da região fazem questão de levá-la para passear e também garantem a sua alimentação diária.
Somado a isso, uma mulher engajada com o bem-estar animal visitou o local há alguns anos e doou uma pequena casinha. Dessa forma, a cachorra idosa pode descansar em um abrigo seguro e protegido por um teto.
Lições de lealdade e o Dia dos Animais
Para os funcionários da banca, Colita representa muito mais do que apenas uma companheira na rotina de trabalho.
Ela se tornou uma verdadeira professora que ensina o imenso valor da lealdade e a importância de estar presente na vida das pessoas, tanto nos momentos bons quanto nos mais difíceis.
Um grande exemplo dessa fidelidade ocorreu quando a pequena cachorra passou várias madrugadas fazendo companhia a Malón, um antigo funcionário do quiosque que administrava o negócio nas primeiras horas da manhã e que, infelizmente, faleceu no ano passado.
No fim das contas, o animal se transformou na alma do recanto, alegrando os dias da vizinhança e irradiando calma sem pedir absolutamente nada em troca.
A propósito, a história de Colita ganha um significado ainda mais especial quando relembramos as celebrações em prol da proteção dos bichos.
Em âmbito internacional, o Dia Mundial dos Animais é comemorado em 4 de outubro, em homenagem a São Francisco de Assis.
Contudo, tradições locais de países vizinhos na América do Sul também realizam fortes campanhas de conscientização em datas como o dia 29 de abril, celebrando os primeiros passos da legislação de proteção animal.
Independentemente da data, exemplos como o da cachorrinha da praça reforçam a importância da doação altruísta e do amor incondicional.





