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Bombas atômicas na Antártida? Filme 'Devoradores de Estrelas' cortou cena mais sombria do livro

Devoradores de Estrelas vem fazendo sucesso nas bilheterias e já se tornou um dos favoritos para a edição de 2027 do Oscar

Thiago Felipe Camargo

Publicado em 23/03/2026 às 19:01

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Ryan Gosling estrela "Devoradores de Estrelas" / Reprodução

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Apontado como uma das grandes apostas da ficção científica em 2026, “Devoradores de Estrelas” chega cercado de expectativa, seja pelo peso da obra original, seja pela presença de Ryan Gosling no papel principal.

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Mas, por trás do tom grandioso e da missão espacial que move a trama, existe um detalhe sombrio que ficou fora das telas e que muda completamente a forma como a história é percebida.

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Baseado no livro de Andy Weir, o longa acompanha Ryland Grace (Ryan Gosling), um professor que acorda sozinho em uma nave, sem memória, e aos poucos descobre que carrega a responsabilidade de salvar a Terra de um colapso iminente.

O Sol está perdendo energia e a humanidade corre contra o tempo para evitar a extinção. A premissa já é pesada. Mas no material original, ela vai ainda mais longe.

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A decisão mais perturbadora do livro: bombardear a Antártida 

Em um dos momentos mais impactantes da obra, a humanidade toma uma decisão extrema diante da crise causada pelos astrofágicos.

Como parte de um plano desesperado, cientistas e governos autorizam a detonação de bombas nucleares na Antártida, buscando aumentar o aquecimento global para impedir a Terra de continuar esfriando.

Antártida foi bombardeada no livro que inspirou o filme Antártida foi bombardeada no livro que inspirou o filme “Devoradores de Estrelas” / Freepik

A escolha carrega um simbolismo forte. Mesmo em uma região isolada, o uso de armas nucleares evidencia até onde a humanidade estaria disposta a ir para sobreviver. Não se trata apenas de ciência, mas de um colapso moral. A Terra passa a ser sacrificada, ainda que parcialmente, na tentativa de salvar o todo.

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É justamente esse tipo de abordagem que diferencia o livro. Andy Weir não evita o peso das decisões globais e constrói uma narrativa que expõe o lado mais brutal da sobrevivência humana.

Por que o filme decidiu cortar a cena?

Apesar da força desse momento, a adaptação para o cinema optou por seguir outro caminho.

Dirigido pela dupla Phil Lord e Christopher Miller, o filme remove completamente a sequência das explosões nucleares na Antártida. A decisão da mudança veio por parte do roteirista do longa, Drew Goddard.

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“Há momentos no livro em que decidem que precisam bombardear a Antártida para ganhar tempo na Terra. Isso estava no roteiro e eu adorava. Era uma ideia muito interessante e mostrava o nível de desespero. Porém, era complexo demais de explicar para o público em pouco tempo. Eu tentava fazer isso em três páginas, mas precisava de oito, e eu não tinha essas oito páginas", afirmou Goddard em entrevista.

Confira o trailer do filme no canal da Sony Pictures Brasil.

O que muda na história?

Sem o episódio das bombas nucleares, a crise na Terra perde parte do seu peso mais extremo. O filme se afasta de um cenário de desespero absoluto e se aproxima de uma narrativa mais esperançosa, focada em soluções científicas e relações inesperadas.

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O foco principal fica para o personagem de Ryan Gosling se aventurando sozinho no espaço, até, claro, encontrar o carismático alienígena Rocky, que se torna um dos pilares do filme.

No fim, “Devoradores de Estrelas” entrega uma bela experiência visual do espaço e foca bastante na amizade entre um humano e uma pedra alienígena.

 

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