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'Barata gigante': Com aparência de alien, este animal tem o tamanho de uma criança e vive no mar

Cientistas desvendam os segredos do isópode gigante, o habitante do Pacífico que recicla carcaças de tubarões

Nathalia Alves

Publicado em 07/04/2026 às 14:45

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Parente dos caranguejos, o isópode gigante impressiona cientistas com seu tamanho e dieta assustadora / Reprodução/Imagem Ilustrativa

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Já imaginou uma "barata" do tamanho de uma criança de um ano? Pode parecer algo de milhões de anos atrás, mas esses animais ainda existem no fundo do mar. Trata-se do isópode gigante, uma espécie com apetite tão selvagem que um único exemplar pode ajudar a devorar uma baleia inteira, contanto que o animal já esteja morto.

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Esses crustáceos assustadores habitam as profundezas do oceano, onde vagam com sua aparência alienígena, lembrando enormes insetos, em busca de carcaças de criaturas marinhas.

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Mas, além do visual intimidante, eles exercem um papel essencial para manter o fundo do mar limpo, atuando como verdadeiros "faxineiros do abismo".

2Conheça os isópodes e anfípodes, os necrófagos que transformam carcaças de baleias em energia no fundo do mar/Wikimedia communs 

O que são os isópodes gigantes?

Os isópodes gigantes são os maiores representantes da ordem Isopoda, um grupo que inclui tanto espécies marinhas quanto terrestres.

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Eles são parentes de caranguejos, camarões, piolhos e até percevejos. Medem até meio metro de comprimento, mas o maior espécime já registrado, encontrado em 2010, a 2,5 mil metros de profundidade, tinha impressionantes 75 centímetros.

Seu aspecto tão assustador fez com que ele ganhasse uma representação no jogo Animal Crossing, da Nintendo. O game os descreve de forma curiosa como "animais que são mais felizes quando conseguem se alimentar de carcaças que atingiram o fundo do mar". Esse comportamento lhes rendeu o apelido de "aspiradores de pó das profundezas".

Como ocorre com outros gigantes das profundezas, os isópodes são difíceis de encontrar e aparecem apenas ocasionalmente. Essas raras aparições costumam alimentar as famosas "histórias de pescador" sobre monstros gigantes no mar.

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Aparência sombria e dieta assustadora

Com um corpo bizarro composto por 14 membros, os isópodes gigantes possuem um par de olhos reflexivos, que mais parecem óculos espelhados. Têm coloração amarronzada ou lilás e usam suas quatro mandíbulas para digerir uma dieta que inclui tubarões, baleias, polvos gigantes e esponjas-do-mar.

Apesar da aparência aterrorizante, não são predadores vorazes. Quando não encontram carcaças, preferem presas lentas, como esponjas marinhas. Vivem, em sua maioria, nas águas do Oceano Pacífico, próximas ao Japão e ao sul da China.

Conheça os isópodes e anfípodes, os necrófagos que transformam carcaças de baleias em energia no fundo do marCientistas desvendam os segredos do isópode gigante, o habitante do Pacífico que recicla carcaças de tubarões/Wikimedia Communs 

Metabolismo lento e longos períodos sem comer

A escassez de alimento nas profundezas fez com que os isópodes gigantes desenvolvessem um metabolismo extremamente lento. Pesquisadores já observaram exemplares que passaram até cinco anos sem se alimentar, um dos recordes de jejum no reino animal.

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"Lentos e pesados, vivem como faxineiros do abismo, comendo praticamente qualquer coisa que cai no fundo, de peixes mortos a pedaços de madeira", resume a descrição popular.

Ainda existe um receio de uma possível extinsão desses animais, devido as mudanças climáticas e a competição por alimentação. 

Parentes nas fossas oceânicas

Os isópodes gigantes não estão sozinhos nessa função ecológica. Os anfípodes, outro grupo de crustáceos, seguem caminho parecido, enquanto as versões de praia têm poucos milímetros, espécies das fossas oceânicas chegam a dezenas de centímetros.

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Juntos, esses animais ocupam o papel de grandes necrófagos das profundezas, reciclando matéria orgânica que, sem eles, se acumularia em camadas sobre o leito marinho.

Apesar de serem conhecidos pela ciência desde 1879, os isópodes gigantes ainda guardam muitos mistérios. Por viverem em águas profundas, de difícil acesso, cada nova observação é uma janela para um dos ecossistemas menos explorados do planeta.

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