Autor retoma temas de ‘Duas Caras’ em nova novela ‘Três Graças’

Com foco em mulheres, comunidade e crítica social, o autor revisita universos e dilemas que marcaram sucesso exibido em 2007

Além do mistério da escultura, o título Três Graças também faz referência às protagonistas da trama: Lígia (Dira Paes), Gerluce (Sophie Charlotte) e Joélly (Alana Cabral)

Além do mistério da escultura, o título Três Graças também faz referência às protagonistas da trama: Lígia (Dira Paes), Gerluce (Sophie Charlotte) e Joélly (Alana Cabral) | Reprodução/Globo/Victor Pollak

A novela “Três Graças”, a nova trama das nove da TV Globo, marca o retorno de Aguinaldo Silva ao horário nobre com uma proposta que ecoa várias de suas obras anteriores, especialmente “Duas Caras”, um sucesso de 2007.

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Embora separadas por quase duas décadas, as duas produções compartilham um mesmo DNA narrativo: o olhar para o Brasil profundo, as tensões entre classes e a força das personagens femininas. Uma das principais semelhanças está no abandono da protagonista grávida.

Em ‘Três Graças, a trama gira em torno de três gerações de mulheres que engravidaram e tiveram que criar suas filhas sozinhas, enquanto “Duas Caras” apresentou a história de Maria Paula (Marjorie Estiano), que teve seu dinheiro roubado pelo ex-marido Marconi Ferraço (Dalton Vigh) e ficou desamparada durante a gestação.

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O novo folhetim também deve resgatar a ambientação comunitária que marcou a ficção de Aguinaldo. Na trama antiga, a Portelinha era inspirada em Rio das Pedras, localizada no Rio de Janeiro, enquanto a favela da Chacrinha representa a comunidade de Paraisópolis, em São Paulo.

Confira mais detalhes de “Duas Caras”

Outro ponto de convergência é a crítica social. Em 2007, “Duas Caras” mostrava a ascensão de um homem que explorava brechas morais e econômicas para enriquecer. Agora, Aguinaldo promete discutir o “abismo social” entre quem tem muito e quem tem pouco, explorando temas como oportunidades perdidas, preconceito e superação.

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Feminilidade e empoderamento seguem no centro das narrativas. Se antes a vingança de Maria Paula representava a busca por justiça pessoal, “Três Graças” mergulha na herança das mulheres que, mesmo sem apoio, seguem sustentando famílias e comunidades.

Esses pontos mostram como Aguinaldo Silva vem reutilizando temas provocativos ao seu estilo de novela: combates sociais, mulheres protagonistas, ascendência popular, núcleos comunitários e dilemas éticos.

Relembre um trecho de “Duas Caras”