Automotor

Volkswagen anuncia corte histórico de 50 mil empregos após queda de 44% no lucro

Mais de 11 mil vagas serão cortadas apenas nas marcas de luxo; crise atinge o coração da indústria alemã

Nathalia Alves

Publicado em 12/03/2026 às 16:12

Atualizado em 12/03/2026 às 17:35

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O anuncio foi feito na última terça-feira / Volkswagen/Divulgação

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A Volkswagen vai cortar 50 mil postos de trabalho na Alemanha até 2030 como parte de um amplo programa de reestruturação. O anúncio foi feito nesta terça-feira (10) pelo CEO da montadora, Oliver Blume, em meio à pressão causada pelo avanço das montadoras chinesas e pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos, que têm afetado a competitividade da empresa no mercado global.

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De acordo com informações da revista alemã Manager Magazin, os cortes representam cerca de 20% dos gastos da companhia e devem atingir todas as subsidiárias do grupo. A principal divisão da Volkswagen será a mais afetada, com a eliminação de aproximadamente 35 mil vagas.

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Audi e Porsche também reduzirão quadros

As demais marcas do grupo também passarão por enxugamento. A Audi prevê cortar 7,5 mil empregos até 2029, enquanto a Porsche deve reduzir 3,9 mil vagas. O plano teria sido apresentado por Blume a 120 executivos da empresa ainda em meados de janeiro.

A companhia não descarta o fechamento de fábricas e novas demissões, embora a prioridade seja realizar as saídas por meio de aposentadoria antecipada e programas de demissão voluntária. Em 2024, a Volkswagen firmou um acordo com sindicatos que descartou demissões obrigatórias naquele momento, mas o cenário se agravou desde então.

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Crise financeira e rebaixamento de crédito

A Volkswagen enfrenta um momento delicado em suas contas. Em 2025, o lucro líquido da empresa caiu cerca de 44% , com ganhos reduzidos a 6,9 bilhões de euros. A pressão levou a agência de classificação de risco S&P Global Ratings a rebaixar a perspectiva de crédito da montadora para "negativa" , citando o risco de não cumprimento de metas financeiras.

O plano de reestruturação prevê uma redução de custos da ordem de US$ 17,475 bilhões por ano até 2028 , valor que, na cotação atual, equivale a cerca de R$ 89 bilhões.

Volkswagen reage com cautela

Em nota, a Volkswagen reagiu com cautela às informações divulgadas pela Manager Magazin e destacou que já mantém programas de redução de custos em andamento em todas as subsidiárias. “Isso permitiu ao grupo amortecer os ventos geopolíticos contrários, como as tarifas nos EUA, e manter o rumo”, afirmou a empresa.

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A montadora tenta equilibrar a necessidade de cortar gastos com a preservação de sua estrutura industrial na Alemanha, em meio a um cenário global cada vez mais competitivo e desafiador para o setor automotivo europeu.

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