O icônico cavalo empinado tem origem no emblema utilizado pelo aviador italiano Francesco Baracca / Ferrari/Divulgação / Estadão
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Muito antes de se tornarem ferramentas estratégicas de marketing, diversos logotipos da indústria automotiva nasceram de histórias reais, referências culturais e até homenagens pessoais.
Com o passar do tempo, esses símbolos ganharam força e passaram a representar não apenas marcas, mas também tradição, valores e identidade.
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Um dos casos mais conhecidos é o da Ferrari. O icônico cavalo empinado tem origem no emblema utilizado pelo aviador italiano Francesco Baracca.
Após sua morte durante a Primeira Guerra Mundial, a família do piloto sugeriu que Enzo Ferrari adotasse o símbolo como forma de homenagem e também como um amuleto de sorte.
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O que começou como um tributo acabou se transformando em um dos logotipos mais reconhecidos do mundo, diretamente associado à velocidade, desempenho e prestígio.
No segmento de alto padrão, a Rolls-Royce seguiu um caminho diferente ao eternizar uma figura humana em sua identidade. A escultura conhecida como “Spirit of Ecstasy”, posicionada sobre o capô dos veículos, foi inspirada em Eleanor Thornton.
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Com o passar dos anos, o ornamento deixou de ser apenas um detalhe estético e passou a simbolizar sofisticação, exclusividade e tradição, características centrais da marca.
Algumas montadoras optaram por destacar atributos mais técnicos em seus emblemas. A Volvo, por exemplo, adotou o antigo símbolo do ferro, elemento historicamente associado à resistência e à durabilidade.
A escolha reforça o posicionamento da empresa em relação à segurança e robustez de seus veículos.
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Já a Bentley incorporou asas ao seu tradicional “B”, uma referência direta às suas origens ligadas ao desenvolvimento de motores aeronáuticos. O resultado é um símbolo que transmite velocidade, precisão e inovação.
A Maserati seguiu um caminho mais simbólico ao buscar inspiração na mitologia clássica. Seu emblema é baseado no tridente de Netuno, associado à força e ao poder.
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Essa escolha ajudou a construir uma imagem de desempenho quase lendário, reforçando a ideia de que os veículos da marca vão além da engenharia e entram no campo da emoção.
O que une todos esses exemplos é o fato de que seus símbolos não surgiram apenas por questões estéticas. Cada um deles carrega uma narrativa que conecta passado e presente, criando uma identidade sólida e facilmente reconhecível.
Na prática, esses emblemas funcionam como uma espécie de assinatura histórica. Eles ajudam a contar a trajetória das marcas e contribuem para que sejam lembradas não apenas pelos carros que produzem, mas também pelo significado que construíram ao longo do tempo.
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