A Ferrari começou a agitar o mercado brasileiro com a vinda da nova 849 Testarossa. 15 unidades do super esportivo desembarcaram há pouco tempo no país, adiantando o lançamento oficial do modelo por aqui. Mesmo que o preço nacional não tenha sido anunciado, o modelo já aparece no site da marca italiana e custa cerca de 500 mil euros na Itália, próximo de R$ 3 milhões na conversão atual.
Substituição da SF90
Substituindo a SF90 e iniciando uma nova fase de eletrificação da Ferrari, a 849 fica imortalizada como o carro de rua mais potente já fabricado pela Maranello, entregando 1.050 cv de potência combinada.
Para atingir números superiores à SF90, a Ferrari analisou profundamente o motor a combustão. Segundo a marca italiana, as novas turbinas aplicadas são as maiores já usadas em um carro de rua da fabricante. O resultado é claro: um super esportivo que também exibe a melhor relação peso-potência da história da Ferrari, com apenas 1,5 kg para cada cavalo.
A nova força da cavalaria da Ferrari
Diferente das clássicas 250 Testarossa dos anos 1950 e a icônica lançada em 1980 e 1990, o novo modelo substitui completamente os motores V12. Agora, um motor V8 biturbo de 830cv (uma evolução radical do F154) conduz um conjunto híbrido plug-in com três motores elétricos (um traseiro e dois no eixo dianteiro), tendo assim um total de 1.050cv.
A tração integral elétrica e o torque vectoring a transformam em uma verdadeira máquina: 0 a 100 km/h em apenas 2,3 segundos, o que supera carros de Fórmula 1 da marca. Em Fiorano, a pista particular da Ferrari na Itália, o modelo concluiu a volta em 1min17s5, ficando atrás da F80 e da SF90 XX.
A parte híbrida do motor é controlada pelo sistema eManettino, oferecendo diversos modos de condução, considerando o funcionamento totalmente elétrico. Assim, o alcance é por volta de 25 quilômetros sem utilizar o motor a combustão.
Design inspirado na década de 1970
A Ferrari declarou ter buscado inspirações na aviação (por conta de sua aerodinâmica ativa e as linhas do modelo) e em protótipos de competição da década de 1970. Esse resultado traz superfícies fortes, entradas de ar provocativas e uma cabine com foco no motorista.
No interior, a cabine preserva o cockpit inspirado nos carros de corrida, com comandos voltados ao motorista e o repositor de marchas foi reposicionado para ajudar a condução esportiva.
Com forte apelo em pista, o super esportivo não deixa de trazer uma ampla lista de assistências eletrônicas. Entre os recursos, estão presentes a frenagem autônoma de emergência, controle de cruzeiro adaptativo, alertas de ponto cego, visão 360°, assistente de faixa e monitoramento de fadiga do condutor.








