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Elétricos, flex ou híbridos: quais vendem mais rápido? Novo estudo revela

Devido às menores ofertas e ao aumento da procura, os modelos 100% elétricos passam menos tempo nos estoques de lojas de usados

Maria Clara Pasqualeto

Publicado em 16/03/2026 às 09:15

Atualizado em 16/03/2026 às 10:24

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Segundo a Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto), o Brasil registrou mais de 18,5 milhões de veículos usados vendidos em 2025. Unsplash/Willian Cittadin
Segundo a Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto), o Brasil registrou mais de 18,5 milhões de veículos usados vendidos em 2025. Unsplash/Willian Cittadin
Os modelos elétricos seminovos apresentam maior liquidez no mercado de usados, devido ao maior período de revendas. Unsplash/Hector Brasil
Os modelos elétricos seminovos apresentam maior liquidez no mercado de usados, devido ao maior período de revendas. Unsplash/Hector Brasil
Carros elétricos usados têm sido vendidos mais rapidamente que modelos flex, diesel ou a gasolina, impulsionados pela menor oferta e pelo interesse de motoristas. Unsplash/CHUTTERSNAP
Carros elétricos usados têm sido vendidos mais rapidamente que modelos flex, diesel ou a gasolina, impulsionados pela menor oferta e pelo interesse de motoristas. Unsplash/CHUTTERSNAP
Dentre os híbridos plug-in, o SUV BYD Song Pro apresenta um dos menores tempos de permanência em estoque, segundo levantamento. Unsplash/Michael Fousert
Dentre os híbridos plug-in, o SUV BYD Song Pro apresenta um dos menores tempos de permanência em estoque, segundo levantamento. Unsplash/Michael Fousert
O compacto BYD Dolphin Mini também se destaca na liquidez do mercado de usados, refletindo a crescente procura por veículos elétricos de entrada no país. Unsplash/Divaris Shirichena
O compacto BYD Dolphin Mini também se destaca na liquidez do mercado de usados, refletindo a crescente procura por veículos elétricos de entrada no país. Unsplash/Divaris Shirichena

Os modelos elétricos seminovos apresentam maior liquidez no mercado de usados, devido ao maior período de revendas / Unsplash/Hector Brasil

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Superando veículos flex, híbridos e movidos a combustíveis tradicionais, os carros elétricos seminovos passaram a apresentar revenda rápida no mercado automobilístico brasileiro. O dado faz parte de um levantamento divulgado pelo portal especializado Mundo do Automóvel para PCD, que analisou o tempo médio de permanência dos veículos nos estoques de revendedores.

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Do mesmo modo, o estudo utiliza o indicador Market Day Supply (MDS), métrica responsável por estimar o período em que um veículo permanece disponível nas lojas até ser vendido. Nesse contexto, quanto menor o número de dias, maior a liquidez do modelo.

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O levantamento também aponta que, em janeiro de 2026, os veículos 100% elétricos registraram o MDS médio de 47 dias, sendo este o menor dentre todas as categorias analisadas.

Tempo médio de revenda por tipo de motor

A pesquisa indica que, apesar de ainda representarem uma pequena parcela da frota nacional, os elétricos estão ganhando espaço no mercado de seminovos. Confira os resultados na lista abaixo:

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  • Elétricos: 47 dias

  • Flex: 53 dias

  • Híbridos plenos (HEV): 54 dias

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  • Híbridos plug-in (PHEV): 60 dias

  • Diesel: 63 dias

  • Gasolina: 66 dias

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  • Híbridos leves (MHEV): 79 dias

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Aceleração de vendas

Uma das principais razões para a revenda acelerada dos elétricos consiste na menor disponibilidade desses veículos no mercado de usados.

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Ao contrário dos modelos a combustão ou flex, esses automóveis ainda são pouco presentes em frotas de locadoras, responsáveis por renovar seus veículos com frequência e abastecem o mercado de seminovos. Em consequência da escassez de unidades, a oferta permanece limitada.

Além disso, a procura crescente por modelos elétricos de entrada é um fator que impulsiona a liquidez. Por exemplo, motoristas de aplicativo têm buscado esses veículos como forma de reduzir gastos operacionais.

Os carros elétricos costumam ter menor custo de manutenção e menor gasto por quilômetro rodado, em razão de aspectos como a não utilização de combustíveis líquidos e a insuficiência de componentes mecânicos sujeitos a desgaste.

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Modelos com maior liquidez

Dentre os modelos analisados no estudo, três destes se destacaram por apresentarem velocidade de revenda no mercado de usados:

  • BYD Dolphin: MDS de 17 dias

  • BYD Dolphin Mini: MDS de 18,4 dias

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  • BYD Song Pro (PHEV): MDS de 27,2 dias

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Resistência nas revendas

Apesar da performance adequada dos modelos, o estudo indica que, ainda assim, elétricos de luxo podem apresentar revenda desacelerada.

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Os automóveis de alto valor tendem a ficar mais tempo nos estoques, sofrendo desvalorização em consequência. As possíveis razões englobam preços elevados, infraestruturas inacabadas de recarga, bem como custos de reparo.

Bom desempenho do mercado

A performance dos elétricos ocorre no período de forte aquecimento do mercado de seminovos e usados no país.

Conforme dados da Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto), o Brasil registrou aproximadamente 18.508.929 veículos usados comercializados em 2025, o maior volume desde o início da série histórica da entidade, iniciada em 2011.

O número representa crescimento de 17,3% em relação a 2024. Portanto, a tendência também favorece a rápida revenda de modelos elétricos mais acessíveis.

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*O texto contém informações dos portais Terra e Fenauto

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